Antes de mais nada precisamos compreender o que é o processo de alimentação. Alimentar-se vai muito além do que simplesmente nutrir-se.

O processo da alimentação envolve então aspectos nutricionais, mas também constituem parte importante da cultura de uma sociedade, fortemente relacionada com a identidade e o sentimento de pertencimento social das pessoas. Gera uma sensação de autonomia e prazer propiciado pela alimentação e, consequentemente, bem-estar.

Os alimentos são classificados entre:

Alimentos In Natura: São os grãos (trigo, arroz, feijões, milho, ervilha e etc.) tubérculos (batata, inhame) e raízes (beterraba, mandioca, nabo e cenoura), legumes (vagem, abobrinha, chuchu e etc.) e verduras (alface, acelga, rúcula, couve e etc.), frutas, leite, ovos, peixes, carnes e, também, a água.

Concluímos então que os alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e são adquiridos para o consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.

Alimentos Processados: alimentos em conserva (exemplo: picles, palmito), frutas em calda (abacaxi, ameixa), queijos, pães feitos de farinha de trigo e leveduras, água e sal.

Não é que esse tipo de alimento seja proibido, mas também não deve ser consumido em excesso, porque são alimentos modificados do alimento original. Na sua preparação são adicionados sal ou açúcar em excesso, a fim de manter a durabilidade do produto por mais tempo.

A adição de sal ou açúcar, em geral em quantidades muito superiores às usadas em preparações culinárias, transforma o alimento original em fonte de nutrientes e o consumo excessivo está associado a doenças do coração, obesidade e outras doenças crônicas.

Alimentos Ultra processados: são basicamente os alimentos industrializados que não encontramos na natureza. Alguns exemplos: biscoitos recheados, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes e macarrão “instantâneo”, bebidas adoçadas com açúcar ou adoçantes artificiais, pós para refrescos, embutidos e outros produtos derivados de carne e gordura animal, produtos congelados prontos para aquecer, produtos desidratados (como misturas para bolo, sopas em pó e “tempero” pronto).

A fabricação de alimentos ultra processados, feita em geral por indústrias de grande porte, envolve diversas etapas e técnicas de processamento e muitos ingredientes, incluindo sal, açúcar, óleos e gorduras e substâncias de uso exclusivamente industrial.

Por que evitar o consumo de alimentos processados e ultra processados?

Há muitas razões para evitar o consumo desses alimentos.

  • Favorece um desequilíbrio nutricional a longo prazo podendo causar carência de vitaminas e minerais.
  • Favorece o consumo de calorias em excesso, a longo prazo pode causar sobrepeso, obesidade, diabetes mellitus, colesterol elevado entre outros.
  • Pode causar impactos importantes no meio ambiente, são alimentos vindo da indústria cheios de embalagens muitas vezes com descarte inadequado.
  • Alimentos ultra processados são facilmente consumidos em frente à televisão, dirigindo ou até mesmo na rua, não necessitando compartilhamento ou interação social.

Por fim, prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações caseiras ao invés de alimentos ultra processados.

 

Referência

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª edição. Brasília, 2014. < Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf> Acesso em 13/03/2021.