A microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.  Essa malformação pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e infecciosas, além de bactérias, vírus e radiação.

Quando apresenta fatores genéticos, ela é chamada de microcefalia genética; quando possui outros fatores desencadeantes, é chamada de microcefalia ambiental ou externa.

As causas da microcefalia congênita são: drogas, agentes infecciosos, diabetes, HIV, desnutrição, hipotireoidismo e exposições a elementos radioativos.

As causas da microcefalia adquirida ou pós-natal são: encefalite, meningite, exposição à radiação, metabolismo malformado, insuficiência renal, AVC, síndromes como a de Rett e a síndrome de Down.

A alteração pode ser percebida ainda nas primeiras horas de vida por meio da medida do perímetro cefálico (medida da cabeça), que no caso dos recém-nascidos é maior do que 32 cm.S

Os sintomas variam e incluem deficiência intelectual e atraso de fala. Em casos graves, pode haver convulsões e funcionalidade muscular anormal.

A criança com microcefalia pode apresentar:

  • Déficit intelectual
  • Atraso nas funções motoras e de fala
  • Nanismo ou baixa estatura
  • Hiperatividade
  • Epilepsia
  • Dificuldades de coordenação e equilíbrio
  • Alterações neurológicas.

É possível detectar a microcefalia no pré-natal? 

Sim. As gestantes deverão manter toda a rotina do pré-natal (exames, avaliação clínica e orientações de rotina) além de verificar a medida do perímetro cefálico do feto no exame ultrassom. No entanto, toda gestante com diagnóstico ultrassonográfico de microcefalia fetal intraútero deverá ser considerada como gestação de alto risco.

Qual o tratamento para microcefalia?

Como não há tratamento específico para a microcefalia, o Sistema Único da Saúde (SUS) dispõe de ações de suporte que podem auxiliar no desenvolvimento do bebê e da criança.

Como cada criança desenvolve complicações diferentes entre elas respiratórias, neurológicas e motoras o acompanhamento por diferentes especialistas vai depender de suas funções que ficarem comprometidas. Estão disponíveis no SUS serviços de atenção básica, especializados de reabilitação, exame e diagnóstico e serviços hospitalares, além de órteses e próteses aos casos em que se aplicar.

Neste momento, qual é a recomendação para as gestantes?

  • Fazer acompanhamento com consultas de pré-natal, realizando todos os exames recomendados pelo seu médico;
  • Não consumir bebida alcoólica ou qualquer tipo de droga;
  • Não utilizar medicamentos, principalmente controlados (antidepressivos, anticonvulsivantes e ansiolíticos) sem a orientação médica;
  • Evitar contatos com pessoas com febre, rash cutâneo ou infecções;
  • Se houver qualquer alteração no estado de saúde da mulher, principalmente até o 4º mês de gestação, comunique o fato ao profissional de saúde para as devidas providências no acompanhamento da gestação;
  • Adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças (Aedes aegypti), eliminando os criadouros (retirada de recipientes que tenham água parada e cobertura adequada de locais de armazenamento de água);
  • Adotar medidas de proteção contra mosquitos com manutenção de portas e janelas fechadas ou utilizar redes de proteção, usar calça comprida e camisa de manga longa e utilizar repelentes indicados para gestantes (ex. Icaridina exposis, DEET adulto 15% e IR3535).

Fonte:

Ministério da Saúde. Microcefalia. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/microcefalia. Acesso em 08/02/2019.