A vacina previne a tuberculose, principalmente as formas mais graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar (espalhada pelo corpo).

A BCG é dada em dose única, ao nascimento até 4 anos, 11 meses e 29 dias. A administração da vacina BCG deve ser adiada quando a criança apresentar peso inferior a 2 kg ou em casos de lesões graves de pele.

É necessário cuidados antes, durante e após a vacinação:

A cicatriz aparece geralmente a partir da terceira semana após a aplicação e não requer qualquer tipo de cuidado prévio.  Em alguns casos, a cicatrização é mais demorada, podendo prolongar-se até o quarto mês de vida.

Após a aplicação é importante não colocar produtos, medicamentos ou curativos no local.

De modo ocasional, a vacina pode não deixar a cicatriz, e isso pode acontecer por duas razões:

  • a criança não responde à vacina devido à falha vacinal que acontece em cerca de 5% dos vacinados;
  • houve resposta, mas com lesão discreta sob a pele, tornando difícil a identificação.

Assim, sempre que não houver formação de cicatriz, um profissional da Saúde experiente deve examinar o local em que a vacina foi aplicada. No caso de reação inaparente ou discreta, não há necessidade de revacinar.

Para casos de falha vacinal, uma nova dose deve ser aplicada seis meses após a primeira – nunca antes desse prazo, como recomendado pelo Ministério da Saúde.

A criança pode ser submetida ao teste PPD, que é a Prova Tuberculínea Cutânea. Ela diz se a vacina foi efetiva.

Atenção!Se a reação for intensa, com grande ferida purulenta ou formação de gânglios na axila do bebê, é necessário procurar o pediatra.

Fonte:

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle de tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

Sociedade Brasileira de Imunizações (SABIM). Disponível em: https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/55-vacina-bcg. Acesso em: 29/11/2018.