Ultrassonografia obstétrica entre a 11ª e a 14ª semanas: além do rastreamento de anomalias cromossômicas!

Desde o início da década de 1960, a ultrassonografia (USG) vem se consolidando como uma ferramenta fundamental no acompanhamento da gravidez.

Visto que é um exame realizado pela gestante muitas vezes durante o período gravídico, é muito importante que seja realizada pelo menos uma vez durante toda a gravidez, ou uma em cada trimestre, ou conforme o obstetra solicitar.

Seu mecanismo consiste em usar ondas de som para criar uma imagem do bebê, da placenta, do útero e de outros órgãos, e tem como função, identificar anomalias cromossômicas, confirmar ou determinar a idade gestacional; avaliar a anatomia fetal (tamanho, peso, circunferência abdominal, cefálica e comprimento do fêmur), diagnosticar más-formações; confirmar se realmente há gravidez; diagnosticar e caracterizar em caso de gestações múltiplas, identificar pré-eclampsia e/ou restrição de crescimento intrauterino, e principalmente: matar a curiosidade dos pais! Isso mesmo!

Ele identifica o sexo do bebê, mas é claro, depende da semana gestacional em que se encontra (a partir de 16 semanas).

A USG morfológica é realizada da 18ª a 24ª semana e permite identificar a maioria das anormalidades estruturais fetais, ou seja, este tipo de USG vai avaliar mais o feto, e seus órgãos, com mais detalhes e precisão.

Durante o exame, o médico lança ondas de som em alta frequência para dentro do útero, e essas ondas por si atingem o bebê.

O computador traduz os sons de eco que são recebidos de volta em imagens de vídeo, que revelam então o formato do bebê, sua posição e seus movimentos.

Antes de iniciar o exame e para facilitar a visualização, ele passa um gel sobre a sua barriga e depois um aparelhinho sobre o gel. O gel, é um ótimo condutor, por isso é importante a utilização do mesmo, pois este faz com que haja uma visibilidade maior.

Caso seu USG der alguma alteração, não entre em desespero, pois será realizado novos exames para confirmação, e muitas vezes será desconsiderada a alteração descrita em exame anterior.

Mas, caso haja a alteração, as informações identificadas na USG auxiliarão os médicos a oferecer o melhor tratamento possível.

Fonte:

SCIELO BRASIL. Scientific Electronic Library Online. http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v33n1/a08v33n1.pdf