Toxoplasmose, ou a chamada doença do gato (como popularmente é conhecida) é uma doença que afeta principalmente o sistema nervoso central e ocasionalmente o sistema reprodutivo, músculos e órgãos viscerais.

Seu agente etiológico, o protozoário Toxoplasma gondii, é um parasita com ciclo biológico de duplo hospedeiro.

Como acontece a transmissão?

O gato ao comer ratos, pássaros contaminados e principalmente carnes cruas acaba contraindo a infecção. Quando os animais se alimentam de pastagens contaminadas pelas fezes, acabam se infectando.

Indiretamente, o contágio acontece devido à ingestão de carne com o agente transmissor. O gado e o porco, por exemplo, podem se contaminar e transmitir a doença por meio da carne, principalmente quando consumida crua ou mal passada. A transmissão também pode ocorrer diretamente, por meio da inalação do agente transmissor, presente no solo, alimentos, fezes e contato com gatos, pombos e roedores.

Quais os sintomas:

No organismo humano, os protozoários se multiplicam e atacam todos os órgãos através do sangue, provocando infecção generalizada. Por isso, surgem deficiências neurológicas, inflamações nos olhos, complicações musculares, hepatites, pancreatites, etc…

E no pré natal? 

O diagnóstico de infecção pelo T. gondii  deve ser logo nas primeiras semanas do pré natal, sendo de suma importância, pois permite a inclusão de gestantes em fase de infecção recente na terapia protocolar, visando minimizar complicações clínicas e passagem transplacentária do parasita ao feto.

Durante a gestação, a mãe deve fazer exames para detectar a doença e tratá-la, caso seja constatada. A gestante pode apresentar alguns, tais como:

  • Gânglios inchados e espalhados pelo corpo (ínguas)
  • Calafrios
  • Febre
  • Músculos doloridos
  • Fígado inchado

O diagnóstico depende do rastreamento sorológico durante o pré-natal. Ele é realizado com os testes imunoenzimáticos (ELISA) para a detecção de IgG e IgM contra Toxoplasma gondii.

IgG: é o marcador da imunidade ao parasita.

          IgM: é o marcador de infecção aguda pelo parasita

As gestantes que têm anticorpos tipo IgG positivos têm imunidade para a doença.

Durante os três primeiros meses de gestação, o risco de o bebê ser infectado é baixo, porém, o risco de lesões é alto, algumas lesões:

  • Aborto espontâneo
  • Atraso mental;
  • Calcificações cerebrais;
  • Lesões nos olhos (Cegueira);
  • Surdez;
  • Convulsões
  • Crescimento intra-uterino retardado (o feto cresce menos que o normal)
  • Morte fetal (morte após 20 semanas de gestação)
  • Prematuridade (nascimento antes de 37 semanas)
  • Malformações diversas: microftalmia (olhos pequenos), micro-encefalia (cabeça pequena), hidrocefalia, hepato-esplenomegalia (aumento com alteração da função do fígado e do baço) e lesões de pele. Ou seja, quanto mais o parto se aproxima as chances de infecção do bebê aumentam, porém, causam menos riscos de lesões.
  • Em adultos a doença pode ser assintomática, entretanto o parasita pode chegar ao feto através da placenta e comprometer o futuro fetal.
  • Mulheres que já tiveram a doença não correm risco de reinfecção na gestação. Só pacientes imuno-suprimidas podem reativar a doença durante a gestação.

Algumas atitudes que podem ajudar a prevenir a toxoplasmose:

– Dar preferência ás carnes congeladas

– Não comer carne crua ou malpassada

– Não comer ovos crus ou malcozidos

– Beber água filtrada

– Usar luvas para manipular alimentos e carnes cruas

– Não usar a mesma faca para cortar carnes, vegetais e frutas

– Lavar bem frutas, verduras e legumes

– Evitar contato com gatos e com tudo que possa estar contaminado com suas fezes

– Alimentar gatos domésticos com rações comerciais

– Fazer limpeza diária com água fervente do recipiente em que os gatos depositam suas fezes

– Usar luvas ao manusear a terra ou jardim

Os nossos enfermeiros estão disponíveis para esclarecer essa e outras dúvidas. Se preferir, entre em contato conosco pelo 0800 200 0202 ou via Chat.

FONTE:

Febrasgo. Federação Brasileira das Associações de Ginecologistas e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/185-toxoplasmose. Acesso em 01 jan de 2019.