Alguns casais preferem manter relações sexuais durante toda a gravidez e outros não. Isto deve ser conversado entre o casal para que as modificações gravídicas não provoquem problemas na relação afetiva.

Como o corpo e os hormônios femininos mudam durante a gestação, é necessário entender que o aumento ou diminuição do apetite sexual devem ser levados em consideração.

Uma gestação saudável passa também pela manutenção da vida sexual e o ideal é aproveitar o período para se redescobrir e fortalecer os laços afetivos do casal.

O ato sexual durante a gestação promove uma maior vascularização na região pélvica da mulher e maior recebimento sanguíneo por parte do bebê.

Este fluxo sanguíneo provoca intensa liberação endorfina, o hormônio que estimula a sensação de bem-estar, conforto e melhor estado de humor.

Claro que durante a gestação existe um maior desconforto durante relação sexual e isto deve ser conversado entre o casal.

O sexo vaginal não prejudica nem atrapalha o desenvolvimento da criança, exceto se houver:

  • Dores abdominais ou cólicas;
  • Histórico de aborto espontâneo;
  • Histórico de insuficiência no colo do útero e sangramento;
  • Placenta baixa;
  • Casal com histórico de doença sexualmente transmissível o uso do preservativo é obrigatório;

A lubrificação vaginal é proporcional ao grau de desejo e a alteração hormonal da mulher.

Sexo oral entre o casal está liberado, desde que ambos não tenham nenhum tipo de doença sexualmente transmissível. Se houver, o uso da camisinha é obrigatório para manter a saúde da mãe e do bebê.

O sexo anal requer alguns cuidados. É necessário ter atenção em relação à higiene, por isso é recomentado sexo com camisinha para evitar contato com as fezes e uma série de doenças provocadas através do contato com ela.

Outro cuidado é em relação a hemorroidas. As hemorroidas são dilatações das veias do canal anal que podem ser internas e/ou externas. Se a gestante tiver esta alteração diagnosticada, o recomendado é evitar a prática devido ao desconforto e outras complicações.

Mulheres com risco para ocorrência de parto prematuro, é desaconselhado qualquer tipo de sexo pois uma vida sexualmente ativa estimula a produção de um hormônio chamado ocitocina, que estimula a musculatura uterina provocando contrações.

Para isso, converse sempre com o seu parceiro e faça o acompanhamento médico.

 

Fonte:

Prefeitura do Estado de São Paulo. Programa Alô Mãe Paulistana.