Os cães, considerados por muitas pessoas como ótimos companheiros, têm ocupado cada vez mais espaço entre as famílias. Contudo, a harmonia da convivência entre as crianças e o animal requer cuidados.

Crianças são agredidas por cães com mais frequência que adultos e, na maioria dos casos, por animais da própria família ou de vizinhos.

Quanto menor a criança, mais graves costumam ser os ataques, frequentemente na face, cabeça e pescoço.Já nas crianças maiores, as lesões são, normalmente, nos braços e nas pernas.

Os pais devem avaliar o momento seguro para adquirir um cão e ter sempre em mente que crianças pequenas não podem ficar sozinhas com o animal.

Estudos científicos recomendam a presença de um cão em casa somente quando a criança estiver em idade escolar.

Ela deverá ser educada para lidar com o cão e, nessa idade, tem mais facilidade para entender como interagir de forma segura com o animal.

Medidas de segurança a serem tomadas previamente:

  • informar-se com um veterinário sobre as raças mais adequadas e mais mansas. Cães de raças reconhecidamente agressivas não são recomendados. Ter atenção aos cruzamentos entre diferentes raças, porque podem gerar animais perigosos;
  • observar bem o comportamento do cão. Animal agressivo, independentemente da raça, não deve ficar em casa que tenha criança. Cães castrados geralmente são menos agressivos;
  • orientar as crianças a não provocar ou machucar o cão. Mesmo o cão de raça dócil poderá morder;
  • combinar antecipadamente com os filhos que o cão não poderá dormir com eles nem fazer as refeições com a família.

Orientações gerais:

  • as brincadeiras entre crianças e cães devem ser supervisionadas por adultos;
  • o cão deve ser socializado e adestrado por pessoa habilitada;
  • as crianças devem ser orientadas a não brincarem ou se aproximarem de um animal estranho;
  • se o cão mudar o seu comportamento, é necessário procurar um veterinário;
  • lembre-se que cães pequenos e de raças mansas também podem morder.

Cuidados especiais:

  • nunca estimular a agressividade do cão;
  • não mexer com o cão enquanto ele come ou dorme, nem quando ele tiver filhotes novos, ou estiver com aparência de doente;
  • não puxar as orelhas, as patas nem o rabo do animal, nunca colocar o dedo na boca nem nos olhos, nem tirar um brinquedo que esteja com o cão;
  • não beijar ou ficar com o rosto perto do animal;
  • não tentar separar briga de cães, mantendo-se distante dos agressivos;
  • não encarar o cão.

Se a criança for mordida, tomar as seguintes providências:

  • lavar imediatamente o local da mordida com bastante água e sabão;
  • procurar assistência médica imediatamente, levando o cartão de vacinas do animal.

Como proceder com o cão que mordeu a criança:

  • não matar o cão;
  • deixar o animal em observação por 10 dias em local seguro, para evitar que ele ataque outras pessoas;
  • tomar as providências necessárias para que o animal não fuja;
  • se o cão manifestar qualquer mudança de comportamento, desaparecer, ou morrer, procurar atendimento médico imediatamente.

 

Fonte: https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/desenvolvimento/animais-domesticos-escolha-e-convivio/

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/sintomas-doencas-tratamentos/mordida-de-cachorro/

Revista Pediatria SP, Mordedura de cão na infância e adolescência, C.B. de Godoy, Silvia e M. de Andrade.Site do Instituto Pasteur.

https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/instituto-pasteur-e-referencia-na-analise-e-vacinacao-contra-a-raiva/