A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma disfunção bilateral da vascularização anormal da retina dos prematuros. As consequências variam desde visão normal até cegueira e é uma das principais causas de cegueira infantil no Brasil. 

A ROP é uma doença que se desenvolve nos olhos de recém-nascidos prematuros. Ou seja, quanto mais prematuro e menor for o peso do bebê, maiores são as chances de surgirem alterações na retina relacionadas à prematuridade.

Alguns bebês são mais vulneráveis à retinopatia, são eles:

  • Bebês que nasceram prematuramente, antes da 32ª semana de gestação;
  • Bebês que nasceram com baixo peso (menos de 1500 gramas);
  • Bebês que precisaram de tratamento com oxigênio.

Atenção! A falta de comprometimento dos profissionais e o não encaminhamento precoce dos pediatras para diagnosticar e tratar a retinopatia pode ser a causa de grande quantidade de crianças cegas. 

Além de ser submetido ao teste do olhinho, todo bebê prematuro precisa ser consultado com oftalmologista após a sua alta hospitalar. O médico fará um exame detalhado do fundo do olho da criança e irá determinar o grau de comprometimento e o estágio.

E o tratamento?

Assim que existe alterações, o médico acompanha periodicamente e solicita exames oculares periodicamente para certificar que o problema não evoluiu. Para casos mais graves da doença, existem opções de tratamento por meio de cirurgias.

Cuidado, a retinopatia da prematuridade têm um risco maior de desenvolver outros problemas oculares no futuro, como miopia, estrabismo, ambliopia e glaucoma. Converse com o médico responsável pelo acompanhamento da criança.

Fonte:

FIOCRUZ. Fundação Oswaldo Cruz. Principais questões sobre Retinopatia da Prematuridade (ROP). Disponível em: http://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/principais-questoes-sobre/. Acesso em 08/03/2019.

Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância: Detecção e Intervenção Precoce para a Prevenção de Deficiências Visuais . Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_saude_ocular_infancia.pdf. Acesso em: 08/03/2019.