As alterações hormonais provocam na gestação o aumento ou a diminuição do crescimento dos cabelos. O fio capilar passa a se tornar mais grosso e denso.

Nos estágios finais da gestação pode ocorrer uma forma leve de alopecia (queda de cabelo) principalmente na região frontoparietal (testa).

Após o parto, ocorre o eflúvio telógeno, que é caracterizado pelo aumento do número de fios perdidos por dia, essa queda de cabelo pode durar de um a cinco meses, pós-parto, podendo durar até um ano.

O eflúvio telógeno é uma condição aguda e geralmente não é progressiva, pode haver diversos fatores envolvidos, entre eles:

  • Puerpério (período pós-parto)
  • Emagrecimento
  • Parada do uso de anticoncepcionais
  • Deficiência de ferro ou de zinco.
  • Estados estressantes prolongados.
  • Doenças sistêmicas (lúpus, caquexia, anemia grave, alterações da tireóide, hepatites, diabetes descompensada).
  • Uso de medicamentos tais como: contraceptivos orais, amantadina, amiodarona, anticoagulantes, anticonvulsivantes, captopril, estatinas, cimetidina, colchicina, isotretinoína, lítio, propranolol.

Por ser uma condição aguda, a queda de cabelo geralmente é reversível, mas pode provocar alterações psicológicas importantes para a mulher durante o período pós-parto.

Em raros casos, na gravidez adiantada, pode ocorrer calvície de padrão masculino ou rarefação difusa dos pelos do couro cabeludo. Ambas as condições costumam reverter ao padrão normal de crescimento, pós-parto.

Diagnóstico:

O diagnóstico é realizado através do teste de tração delicada de um grupo de 50 fios (mechas) puxando da base próxima ao couro cabelo até a ponta. O teste é considerado positivo para queda de cabelo difusa quando há desprendimento de mais de 10% dos fios em cada mecha (no caso, 6 fios por mecha) e sugere o diagnóstico de eflúvio telógeno.

Prevenção e tratamento:

É importante manter sempre uma alimentação saudável com frutas, verduras e legumes para evitar a carência de vitaminas, e consequentemente não piorar a queda de cabelo.

Esteticamente a mulher pode optar pelo corte dos cabelos, e o uso de shampoo e condicionadores antiqueda que podem ajudar.

Em alguns casos é importante a consulta médica de preferência dermatologista para que seja indicado tratamento adequado.

 

Referências

Programa Nacional Telessaúde Brasil. Como avaliar pacientes com queixa de queda de cabelo difusa?. Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul | 02 jul 2019 | ID: sof-42558. Acesso em 12/09/2020 (https://aps.bvs.br/aps/como-avaliar-pacientes-com-queixa-de-queda-de-cabelo-difusa/)

Fernandes LB, Mendonça CR, Amaral WN. Alterações dermatológicas na gravidez: revisão da literatura. FEMINA. Março/Abril 2014, vol 42, nº 2.

Urasaki MBM. Alterações fisiológicas da pele percebidas por gestantes assistidas em serviços públicos de saúde. Acta Paul Enferm 2010; 23(4): 519-25.