O palivizumabe não é uma vacina, e sim uma imunoglobulina – um tipo de anticorpo “pronto” que induz imunização passiva específica contra o vírus sincicial respiratório (VSR).

A imunização previne formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório entre lactentes e crianças menores de 2 anos de idade, conforme protocolo de uso elaborado pelo Ministério da Saúde ( PORTARIA CONJUNTA Nº 23, DE 3 DE OUTUBRO DE 2018).

O vírus VSR é um dos principais microrganismos que acometem o trato respiratório inferior entre lactentes e crianças do subgrupo de alto risco para internações ou complicações, como por exemplo, bronquiolites e pneumonias durante os períodos de sazonalidade ( maior circulação do VSR).

Quais são os critérios para receber o palivizumabe?

O seguinte grupo de crianças tem indicação imunoprofilaxia:

A- Crianças prematuras nascidas com idade gestacional ≤ 28 semanas (até 28 semanas e 6 dias) com idade inferior a 1 ano (até 11 meses e 29 dias).

B- Crianças com idade inferior a 2 anos (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) com doença pulmonar crônica da prematuridade, displasia broncopulmonar.

C- Crianças com idade inferior a 2 anos (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) com doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada.

Quando devo imunizar o bebê?

No período de sazonalidade. No Brasil, observa-se a circulação durante todo o ano, mas com elevações entre os meses de maio até agosto, porém a atividade do vírus pode começar antes em determinadas regiões. A primeira dose deve ser administrada um mês antes do início do período de sazonalidade do VSR.

Sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e Períodos de aplicação do palivizumabe no Brasil, por regiões geográficas.

REGIÃO SAZONALIDADE PERÍODO DE APLICAÇÃO
NORTE Fevereiro a Junho Janeiro a Junho
NORDESTE Março a Julho Fevereiro a Julho
CENTRO-OESTE Março a Julho Fevereiro a Julho
SUDESTE Março a Julho Fevereiro a Julho
SUL Abril a Agosto Março a Agosto

IMPORTANTE SABER! A indicação da administração de palivizumabe é de acordo com os critérios estabelecidos pelo protocolo é de inteira responsabilidade do médico que acompanha a criança.

Como prevenir o vírus VSR?

– Higienizar as mãos antes e após contato com pacientes.

– Limitar o contato com pessoas infectadas.

– Intensificar os cuidados de higiene pessoal.

– Orientar os familiares quanto à importância da higienização correta das mãos.

– Fazer desinfecção das superfícies expostas às secreções corporais.

– Isolar pacientes hospitalizados com suspeita de infecção por VSR.

– Cuidados com pacientes que fazem parte dos grupos de risco.

– Evitar locais com aglomeração de pessoas, inclusive creches, nos meses de maior incidência da doença.

– Evitar exposição passiva ao fumo dos pais e familiares.

– Vacinar contra Influenza crianças a partir dos 6 meses de vida até 2 anos de acordo com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.


A administração de palivizumabe deverá ser feita em recém nascidos ou crianças que preenche um dos critérios de inclusão. O número total de doses por criança dependerá do mês de início das aplicações, variando, assim, de 1 a 5 doses, não se aplicando após o período de sazonalidade do VSR.
Como solicitar o Palivizumabe?

A solicitação do palivizumabe será feita mediante o preenchimento, pelo médico assistente, de formulário específico. Devidamente preenchido, assinado e carimbado pelo médico, este formulário deverá ser entregue nos locais definidos dos Departamentos Regionais de Saúde.

A solicitação do medicamento será posteriormente avaliada pelo Grupo Técnico da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. É possível encontrar mais informações em: Nota Técnica Conjunta nº 05/2015 – CGSAM/DAPES/SAS/MS, CGAFME/DAF/SCTIE/MS e CGDT/DEVIT/SVS/MS

Os nossos enfermeiros estão disponíveis para esclarecer todas as dúvidas.

Fonte:

BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA CONJUNTA Nº 23, DE 3 DE OUTUBRO DE 2018. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/outubro/10/Portaria-Conjunta-n23-.outubro.2018.pdf. Acesso em 02/02/2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 522, DE 13 DE MAIO DE 2013. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2013/prt0522_13_05_2013.html. Acesso em 02/02/2019.