Os homens, em sua grande maioria, tendem a se negar a realizar prevenção e autocuidado frente a problemas de saúde a que estão expostos.

Pensando nisso, foi criada pelo SUS a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) na tentativa de promover a procura de homens pelos serviços de saúde para prevenção de doenças, com qualidade de vida e evitar que elas se agravem e avancem.

Dessa maneira, essa Política promove também participação do homem nos cuidados do pré-natal e do parto e tem como objetivo a paternidade responsável, presente e cuidadora.

Denominado de pré-natal masculino, o programa aborda os parceiros sexuais das grávidas com ações visando os seguintes benefícios:

  • Maior aderência ao tratamento da sífilis e do HIV para redução de transmissão para o bebê pela não aderência dos parceiros ao tratamento;
  • Fortalecer e apoiar as famílias, ampliando o envolvimento dos homens no cuidado com a mãe, a criança e o adolescente;
  • Promover a paternidade afetiva com impacto importante no desenvolvimento físico, emocional e social dos filhos;
  • Facilitar e estimular o acesso do homem às ações e serviços de saúde;
  • Aumentar o autocuidado e contribuir com a redução das doenças agudas e/ou crônicas, da mortalidade e a melhoria da qualidade de vida.

Pretende-se que o pré-natal do homem seja conduzido mediante objetivos pré-definidos para cada encontro e ocorra da seguinte maneira:

A importância do Pré-Natal do Homem (2) (1)_Página_2

Importante ressaltar que este acompanhamento deve respeitar as possibilidades do homem, valorizar a capacidade como cuidador, além de incentivar o cuidado com a sua própria saúde e consecutivamente o cuidado com a saúde da parceira e do bebê.

Homem 2

O homem não é visita, e sim um agente/ator/parceiro permanente durante todo o processo da gestação e nascimento do bebê.

 Para elucidação com relação ao pré-parto, parto e pós-parto, o homem tem o direito de acompanhar sua parceira, segundo a Lei Federal nº 11108/2005, porém ainda há uma distância entre a recomendação e a prática das maternidades, infelizmente, devido à falta de estruturas nas maternidades.

Por conseguinte, verifica-se outra importância das orientações no pré-natal masculino, preparar o pai/parceiro para a sua presença na sala de parto encorajando-o, durante o trabalho de parto a:

Interagir e atender às necessidades da parturiente e oferecer apoio por meio de:

  • Presença contínua;
  • Conforto;
  • Massagem;
  • Encorajamento verbal;
  • Hidratação;
  • Banho e leves caminhadas
  • Além disso poderá, após o nascimento:
    • Cortar o cordão umbilical;
    • Pegar o bebê e colocá-lo junto ao peito da mãe;
    • Assistir ou participar da higiene do bebê.

A presença do acompanhante no parto tem sido associada a resultados positivos, como a menor solicitação de alívio da dor, menor risco de cesárea ou de partos operatórios, menor risco de asfixia neonatal, menor avaliação pela mulher do parto como experiência negativa, maior satisfação com o parto, menos trauma perineal, menor risco de desmame precoce e de dificuldades com a amamentação no pós-parto, entre outros.

Portanto, com a implantação e adesão da população masculina ao pré-natal masculino espera-se alcançar:

  • A eliminação da sífilis congênita;
  • A redução da transmissão vertical do HIV;
  • O fortalecimento dos vínculos afetivos e a responsabilidade com a paternidade;
  • O fortalecimento do vínculo dos homens com os serviços de saúde;
  • Repercussão na qualidade de vida.

REFERÊNCIA:

1.Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: Princípios e Diretrizes. Brasília (Brasil): Ministério da Saúde; 2008.46 p.