Pré eclampsia, também chamada de doença hipertensiva específica da gravidez é uma doença que compromete as mulheres grávidas. Às vezes, não há sintomas. Pressão arterial elevada e proteína na urina (proteinúria) são as principais características.

Para a criança em gestação, as consequências da pré-eclâmpsia podem ser o nascimento prematuro e a morte.

Geralmente os sinais passam despercebidos, por isso, é tão importante comparecer nas consultas do pré-natal e também acompanhar a pressão ao longo dos meses.

O surgimento é mais comum no final da gestação. Mas, pode acontecer em qualquer período a partir da segunda metade da gravidez (20ª semanas).

Os sintomas geralmente surgem após 20ª semanas, e eles são:

  • Pressão alta. Atenção redobrada com valores igual ou superior a 140 x 90 mmHg;
  • Presença de proteínas na urina;
  • Dor de cabeça;Inchaço devido à retenção de líquidos (mais acentuado nas mãos e pés);
  • Dores abdominais e sangramentos vaginais;

Fatores de riscos

A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações. Outros riscos são:

  • Idade acima de 40 anos ou menor de 20 anos;
  • Obesidade;
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabetes;
  • Gemelaridade;
  • Histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã).

Atenção! Se você se adéqua a este grupo, é importante redobrar os cuidados.

Como funciona o tratamento?

Geralmente, é possível controlar a pré-eclâmpsia com medicações até que o bebê esteja suficientemente maduro para a realização do parto. Outros cuidados importantes são:

  • Controle de pressão arterial, ou seja, medir a pressão varias vezes ao dia;
  • Realização de exame laboratorial para acompanhamento da perda de proteína na urina;
  • Em casos que há riscos, é possível internação para controle;
  • Uso de medicamentos conforme prescrição médica;
  • Controle alimentar com restrição de sal e açúcar;
  • Aumento da ingestão de água para cerca de 2 a 3 litros por dia;
  • Repouso em dúbio lateralizado à esquerda, melhora a circulação sanguínea.

Normalmente, a pré-eclâmpsia tende a normalizar após o parto com o desaparecimento dos sintomas. Mas, caso apresente sintomas, deve comparecer ao médico urgentemente para controle do quadro.

Fonte:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Pré Eclampsia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/12-PRE_ECLAMPSIA. Acesso em 15/01/2019.