O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor.

Atualmente considerado o segundo tipo que mais afeta as brasileiras, cerca de 25% de todas as neoplasias malignas.

No Brasil, as estimativas de incidência de câncer de mama para o ano de 2019 são de 59.700 casos novos, o que representa 29,5% dos cânceres femininos.

Em 2016, 16.069 mulheres foram a óbito e a taxa bruta de mortalidade por esse câncer foi de 15,4 óbitos por 100 mil mulheres no país, sendo que as maiores taxas foram observadas nas regiões Sul e Sudeste.

Sinais e Sintomas

  • Caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor.
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja.
  • Alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos.
  • Pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas.

Possíveis Causas

Não existe uma causa específica, diversos fatores estão associados com maior risco de desenvolver a doença.

  • Envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença)
  • Fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação – antes de 12 anos, ter tido ou não filhos – Primeira gravidez após os 30 anos; ter ou não amamentado, idade em que entrou na menopausa).
  • Uso de anticoncepcionais hormonais
  • Histórico Familiar de Câncer de mama.
  • Consumo de álcool
  • Excesso de peso/Obesidade
  • Sedentarismo
  • Exposição frequente a radiação ionizante (Raio-X).

Prevenção

  • Praticar atividade física;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o Tabagismo
  • Amamentar
  • Evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

Contudo é muito importante a mulher realizar o autoexame das mamas na identificação precoce de possíveis nódulos. E além de estarem atentas ao próprio corpo, mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes mesmo ter sintomas.

 

O Câncer de Mama na Gravidez

É considerado câncer de mama associado à gravidez quando diagnosticado durante a gravidez ou até 1 ano após o parto.

O diagnóstico muitas vezes é tardio e já em estágios avançados, devido às mudanças hormonais e mamárias naturais da gravidez. O autoexame das mamas deve ser realizado mesmo na gestação.

Após a suspeita de câncer de mama a gestante deve ser investigada de forma rotineira, com mamografia com proteção abdominal, ultrassonografia da mama e biopsia se necessário.

O tratamento e acompanhamento devem ser realizados por equipe multiprofissional: oncologista, obstetra, psicólogo e nutricionista. Considerando sempre a idade gestacional, tipo de tumor, estádio da doença e o desejo da paciente.

 

 

Fonte

Outubro Rosa 2020. INCA. Ministério da Saúde. Disponível <https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020?page=2> Acesso em 16 de out. de 2020.

PRADO, Natalia et al. Gestante com diagnóstico de câncer de mama: prevenção, diagnóstico e

Assistência. Braz. J. Hea. Rev., Curitiba, v. 3, n. 1, p. 1109-1131 jan./feb. 2020.