Criptorquidia é uma alteração congênita mais comum da genitália masculina. É  conhecida pela ausência da descida ou à descida parcial dos testículos, podendo este ficar bloqueado em qualquer parte, desde a cavidade abdominal até ao anel inguinal e, embora seja uma doença relativamente frequente, na maioria dos casos é solucionada de forma espontânea antes dos 2 anos de idade.

Durante a vida embrionária, os testículos formam-se ao lado dos rins e descem através do canal inguinal para o escroto e já se localizam neste por volta da 35° e 40° semana de gestação, com uma função ótima.  Em caso de falha, um testículo pode não completar a sua trajetória até o escroto (testículo não descido), deslocar-se para fora do caminho normal (testículo ectópico) ou pode nunca se desenvolver (testículo atrófico).

A criptorquidia pode ser classificada em:

  • ​​Criptorquidia bilateral: quando estão ausentes os dois testículos no escroto, que se não for tratada pode tornar o homem estéril;
  • Criptorquia unilateral: quando está ausente um testículo num dos lados do escroto, podendo provocar diminuição da fertilidade.

As causas exatas de testículo não descido não estão claras, contudo alguns fatores têm demonstrado serem de risco para a patologia, tais como:

  • Peso abaixo de 2,5 kg ao nascimento;
  • Insuficiência placentária;
  • Tabagismo materno ou paterno
  • Diabetes melitus materno e outros.

As principais  consequências criptorquia são,  infertilidade, possibilidade de malignização futura do testículo, bem como possíveis distúrbios de imagem da criança e adolescente.

O diagnóstico para testículo não descido é essencialmente clínico, contudo alguns exames complementares podem ser necessários.

A criptorquidia pode ser classificado em palpável e não palpável. Os testículos palpáveis compreendem cerca de 80 a 90% dos casos de criptorquidia.

O tratamento pode ser feito com terapia hormonal, através de injeções de testosterona ou hormônio gonadotrofina coriônica, que ajudam a amadurecer o testículo fazendo com que ele desça até ao escroto, o que resolve até metade dos casos, e para outros casos cirúrgicos.

Fonte:

Sociedade Brasileira de Urologia. Criptorquidia.  Disponível em: http://sbu-sp.org.br/publico/doencas/criptorquidia/. Acesso em 03/12/2018.