Há crianças que possuem mais dificuldades para comer do que outras. Percebe-se que algumas crianças recusam a experimentar novos alimentos, e até mesmo em relação de sentar à mesa com seus familiares.

Mas, ao estudar esse tipo de comportamento, foi observado que nem todas as crianças reagem da mesma forma e com o mesmo comportamento quando falamos de refeições.

Foi observado também que é comum a criança apresentar um comportamento seletivo para comer, geralmente a partir dos 20 meses e costuma vir acompanhado de falta de apetite.

Foi estudado que as crianças poderiam ser divididas em quatro categorias, sendo essas predominantes. Estas são: sensoriais, preferenciais, comportamentais, e perfeccionistas.

Os sensoriais, costumam ter uma forte preferência por comidas mais duras, secas ou crocantes, e que sejam salgadas ou doces sem grande complexidade de sabores. Já os preferenciais, são aqueles em que se encaixam nos que rejeitam qualquer coisa que não seja familiar.

Os comportamentais podem chorar, se contorcer e se recusar a abrir a boca quando a comida não é da forma que preferem. E se mostram desinteressadas na refeição enquanto estão à mesa, não dando importância ao que está sendo oferecido.

Por último, os perfeccionistas são os que compõem a maior parte desse estudo. São bastante exigentes, como por exemplo, recusar alimentos de textura mole, só aceita comida de certa cor e de textura macia em toda a sua parte.

Para ajudar seu filho a sobreviver essa fase, existem algumas medidas que podem ser tomadas caso a situação se dificulte. Primeiramente é importante não forçar a criança a comer tudo o que está no prato e muito menos colocá-la de castigo caso ela se recuse a comer, pois essas atitudes ajudam a criar uma relação negativa em relação à comida.

Não desista de servir aquele alimento que seu filho recusa, e que está causando o problema. Para contornar a situação, envolva a criança no processo de preparo da comida, ou escolher os produtos no supermercado ou também colocar a mesa, de acordo com a idade.

Se vocês percebem que o problema do filho não é tanto com a comida em si, mas sim com o fato de  interromper a brincadeira, ou a atividade que está exercendo naquele momento, alguns incentivos, e ideias podem funcionar, como por exemplo, introduzir uma atividade intermediária que possa contribuir no processo, por exemplo, lavar as mãos antes de comer com um sabonete diferente, colorido, etc…

Os pais também interagir, criando brincadeiras e charadas sobre as refeições, fazendo-o adivinhar o que tem para o almoço ou qual é a cor do suco, fazendo com que essa atividade torne-se prazerosa, e fácil de viver.

Claro que, para a maioria das crianças, essa situação alimentar e sua seletividade para comer será passageira e com o tempo, a criança vai se adaptando à nova condição. E em outros casos será necessário um acompanhamento com o especialista, dependendo do grau da rejeição com a comida, para que possa ser feito tratamento com medicações, ou alimentação específica.

Programa Alô Mãe