Muitas crianças normais apresentam sopro cardíaco, mas a maioria destas crianças não tem cardiopatia grave.

Afinal, o que é sopro cardíaco?

Sopro cardíaco é o som que pode ser produzido pelo sangue ao passar pelo coração ou vasos sanguíneos do corpo. O sopro é muito frequente no recém-nascido e pode ser um sopro inocente ou patológico.

Os médicos conseguem ouvir esse barulho com o estetoscópio, no intervalo entre os batimentos normais.

Quando o sopro cardíaco ocorre na ausência de doença cardíaca é conhecido como sopro inocente (ou funcional, benigno, inócuo, fisiológico, normal).

É comum que recém-nascidos tenham sopros no coração nos primeiros dias de vida. O motivo é que o sistema circulatório que dependia da placenta, enquanto o bebê estava no útero, sofre alterações quando a criança começa a utilizar os pulmões para respirar, e essas mudanças só se consolidam totalmente depois de algumas semanas.

Cardiopatia congênita no recém-nascido sendo audível bilateralmente com tendência ao desaparecimento precoce. Por outro lado, a caracterização dos sopros  patológicos podem ser congênitos ou adquiridos e são provocados, por exemplo, por alterações nas valvas, ou seja, por pequenos orifícios no septo que separa o lado direito do lado esquerdo do coração, ou por comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar.

São muitas as causas desse ruído patológico, sendo as mais frequentes;

  • Comunicação interventricular (CIV);
  • Persistência do canal arterial (PCA);
  • Estenose da valva pulmonar (EP);
  • Estenose da valva aórtica (EAo).

A insuficiência da valva tricúspide, comumente associada com o período de hipertensão pulmonar transitória do RN, pode apresentar-se com sopro e tende a desaparecer progressivamente.

O sopro propriamente não requerem tratamento. Quando existe uma doença que cause o sopro, há necessidade de acompanhamento e, algumas vezes, pode ser necessário tratamento clínico ou por meio de cirurgia ou outro procedimento invasivo.

Quando não há doença e o sopro é considerado fisiológico ou inocente não há necessidade de tratamento e as crianças que apresentam esse sinal podem levar uma vida normal, sem restrições e sem necessidade de acompanhamento cardiológico.

Fonte:

Ministério da Saúde. Telessaúde.Qual o diagnóstico diferencial e tratamento dos sopros cardíacos na infância. http://aps.bvs.br/aps/qual-o-diagnostico-diferencial-e-tratamento-dos-sopros-cardiacos-na-infancia/. Acesso em 11/02/2019.

http://revista.fmrp.usp.br/2002/vol35n2/quando_suspeitar_cardiopatia_congenita.pdf e Mortalidade por Doenças Cardiovasculares no Brasil e na Região Metropolitana de São Paulo: Atualização 2011.