Peso e altura do bebê pode gerar uma leve preocupação em seus pais. Desde o início da gestação, a avaliação do peso e da altura do bebê é fundamental para sabermos se ele está crescendo normalmente. E não é à toa, que os pais estejam sempre preocupados com tais medidas.

Sabemos que cada criança tem o seu ritmo, e também temos ciência de que todas devem alcançar marcos do desenvolvimento dentro do tempo esperado e que é comum entre crianças da mesma idade. Porém, isso não significa que você deve comparar seu filho com outras crianças de sua convivência.

Dizemos isso porque utilizamos gráficos onde o mesmo avalia peso e altura em relação à idade e o sexo. Chamamos estes de curvas de crescimento. Elas foram criadas com base em amostras da população, pois temos variações devido a diversidade da raça humana.

Por esse motivo, pode ser que uma criança baixa e magra seja tão ou mais saudável que outra alta e robusta. E como diria o ditado popular: “tamanho não é documento”!

Só temos de ficar alerta, de fato, se houver alguma queda na curva de crescimento. O que pode ser sinal de problemas, como doenças crônicas, síndromes, alterações hormonais ou, ainda, desnutrição.

Durante o percurso da gravidez e principalmente nos primeiros anos de vida, as condições gestacionais e a nutrição podem influenciar na estatura final que o seu filho vai alcançar, por mais que a genética seja um ponto forte na decisão.

Quando prematuros, tendem a nascer menores (mais magros e mais baixos) e podem levar até dois anos para atingir a altura das crianças nascidas a termo.  Doenças como diabetes ou intolerância à proteína do leite, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, também interferem no crescimento da criança.

Já a partir dos dois anos de idade, a genética é a principal influência. Nessa fase utilizaremos com mais frequência a tabela do Índice de Massa Corporal (IMC) – onde calcula-se de acordo com peso, altura, idade e sexo da criança, e lembrando que o crescimento é menor entre o segundo ano de vida e a puberdade.

A partir de então, hábitos alimentares saudáveis, e rotina de atividades podem contribuir para um crescimento e desenvolvimento saudável.

Caso seu filho esteja muito abaixo da média da altura considerada ideal para sua idade e sexo, ou, então, diferente do esperado de acordo com a altura dos pais, o pediatra deverá ser comunicado para investigar as possíveis causas. Deve ser feito exames de sangue, para avaliar o nível de hormônios do crescimento e da tireoide (que regulam o metabolismo).  Além disso, calcula-se a idade óssea (grau de maturação dos ossos) por meio de um raio-x das mãos. Como as cartilagens do punho só se calcificam na puberdade,  é possível ter uma ideia do quanto a criança ainda irá crescer. O tratamento à base de hormônios de crescimento, oferecidos também na rede pública, são eficazes – mas geralmente usados em último caso, e somente com prescrição médica.

Alterações hormonais são raras. É visto que os baixinhos alcancem os colegas na adolescência, período em que acontecem diversas mudanças e um novo estirão do crescimento. Mas, até lá, converse com o seu filho, e diga a ele que ainda tem muito tempo para crescer.

O percentil é uma palavra comum nas consultas desde o pré-natal. É uma estatística, onde são avaliados peso e altura do seu filho, tanto na gravidez quanto após o nascimento. São classificados de 0 a 100, e com base em uma amostra populacional.

Se um menino tem a altura no percentil 70, por exemplo, significa que 70% dos meninos de mesma idade têm altura igual ou inferior à dele, enquanto 30% são mais altos. Percentil de altura 50 representa a média da população.  E entenda: O importante é sempre seguir de uma forma positiva. Qualquer queda pode gerar atenção.

Cada criança tem seu ritmo, cresce dentro do seu tempo.

Se houver dúvidas, contate-nos! 0800 200 02 02.

 

Programa Alô Mãe