Métodos de Barreira
Os métodos de barreira previnem a concepção impedindo que os espermatozóides se aproximem dos óvulos, seja por bloqueio mecânico ou químico. São exemplos de métodos de barreira: preservativo feminino e masculino e diafragma.

Preservativos Feminino e Masculino: O preservativo masculino ou feminino deve ser utilizado em todas as relações sexuais pois eles são, indiscutivelmente, os únicos métodos contraceptivos que podem proteger simultaneamente da gravidez indesejada e das DST/HIV.

Assim, é importante que mesmo quando a mulher, o homem ou os parceiros optem por outro método contraceptivo, ainda assim utilizem o preservativo feminino ou masculino, o que garantirá a dupla proteção contra a gravidez (no caso de um método falhar, o outro ainda será eficaz) e a proteção única contra DST/HIV, que só pode ser alcançada por meio do uso do preservativo.

Atenção! Os preservativos feminino e masculino não devem ser usados ao mesmo tempo, porque o atrito entre eles aumenta o risco de rompimento. Para a relação sexual escolha apenas um dos tipos de preservativo.

Diafragma: O diafragma, método anticoncepcional de barreira e não hormonal, é um anel feito de silicone ou látex, tem bordas firmes e flexíveis, praticamente não apresenta efeitos colaterais, nem contra indicações. O método é uma opção importante para mulheres que não se adaptam aos métodos hormonais e pode ser interrompido a qualquer momento. As mulheres são diferentes, por isso existem diversos tamanhos de diafragma, sendo necessária a medição por profissional de saúde. O diafragma deve ser colocado em todas as relações sexuais antes de qualquer contato entre o pênis e a vagina e deve ser retirado oito horas após a última relação sexual.

Dispositivo intra-uterino – DIU

É o método de longa duração mais utilizado no mundo, cerca de 170 milhões de usuárias, ultrapassando de longe a pílula anticoncepcional que tem cerca de 110 milhões de usuárias, segundo informações da OMS.

O DIU é um pequeno objeto de plástico revestido de cobre, colocado no interior da cavidade uterina com fins contraceptivos, de caráter temporário e reversível. Ele não provoca aborto, porque atua antes da fecundação.

É um método altamente eficaz, que não apresenta os efeitos colaterais do uso de hormônios e pode ser utilizada para prevenir a gravidez por um período de até 10 anos.

O DIU pode ser retirado no momento em que a mulher desejar, permitindo que ela volte imediatamente à sua capacidade de engravidar. Não interfere nas relações sexuais nem na qualidade ou quantidade do leite materno. É contraindicado para mulher que possui mais de um parceiro sexual, ou cujo parceiro possui outros parceiros ou parceiras, e não usam preservativo em todas as relações sexuais.

 

Método Hormonal

Pílula Combinada: São pílulas que contêm dois hormônios similares produzidos pelos ovários da mulher, o estrogênio e a progesterona. Podem ser usadas por quase todas as mulheres com segurança e eficácia.

Mini-pílula: É uma pílula que contém apenas um dos hormônios, a progesterona. Mais indicada durante a amamentação, iniciando o seu uso na 6ª semana após o parto.

Anticoncepcionais injetáveis: Os anticoncepcionais injetáveis também são feitos de hormônios similares aos das mulheres. Existem dois tipos de injetáveis: injetável mensal e injetável trimestral. Assim como as pílulas anticoncepcionais, as injeções mensais são compostas de estrogênio e progesterona. Com a interrupção da injeção mensal, a fertilidade da mulher, que é a capacidade de engravidar, logo retorna, já com a trimestral, pode haver um atraso no retorno da fertilidade da mulher. A injeção trimestral pode ser usada durante a amamentação e, nesse caso, seu uso deve ser iniciado seis semanas após o parto. Com o uso da injeção trimestral, é muito frequente a mulher ficar sem menstruar e, em média, o retorno da fertilidade pode demorar quatro meses após o término do efeito da injeção.

Implante: Conhecido como Implanon, é um implante semelhante a um “chip” que é inserido na face interna da porção superior do braço, contendo 68 mg de Etonogestrel (hormônio). Vale lembrar que, um implante não deve ser utilizado por mais de três anos.

Pílula anticoncepcional de emergência: É um método utilizado para evitar uma gravidez indesejada após uma relação sexual desprotegida. A pílula anticoncepcional de emergência também é conhecida como pílula do dia seguinte. Pode ser usada em situações como: relações sexuais desprotegidas, rompimento do preservativo, em caso de deslocamento do diafragma, deslocamento e expulsão do DIU, uso incorreto da pílula anticoncepcional ou em situações de violência sexual.

 

Método Cirúrgico

A Lei do Planejamento Familiar, Lei n° 9.263/96 só permite realizar a Laqueadura e a vasectomia nas seguintes condições:

  1. Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade, ou pelo menos com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico.
  2. Nos casos em que há risco de vida para mulher ou riscos para a saúde da mulher ou do futuro bebê.

A Lei do Planejamento Familiar proíbe a realização da Laqueadura durante o período de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por exemplo: excessivas cesarianas.

Laqueadura: É uma cirurgia simples realizada na mulher para evitar a gravidez. É um método anticoncepcional considerado permanente ou irreversível, porque, depois de feita a cirurgia, é muito difícil recuperar a condição de ter filhos. É um método

cirúrgico que bloqueia as trompas uterinas para evitar que os espermatozóides cheguem ao óvulo.

Vasectomia: É uma cirurgia simples, segura e rápida, que pode ser feita em ambulatório, com anestesia local e o homem não precisa ficar internado. Nessa cirurgia, os canais deferentes são bloqueado impedindo que os espermatozóides se misturem ao esperma durante a ejaculação.

O efeito não é imediato. Nas primeiras ejaculações depois do procedimento, ainda existem espermatozóides no esperma ejaculado, ou seja, ainda existe o risco de o homem engravidar a mulher.

A vasectomia só será considerada segura quando o exame realizado no esperma, o espermograma, mostrar que não existem mais espermatozóides no esperma ejaculado. Até que o espermograma seja negativo, o homem ou a mulher devem usar algum outro método para evitar a gravidez.

 

Referências

Ministério da Saúde. Blog Saúde. Conheça mais sobre os métodos contraceptivos distribuídos gratuitamente no SUS – Parte I. <Disponível em http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35440-conheca-mais-sobre-os-metodos-contraceptivos-distribuidos-gratuitamente-no-sus-parte-i> Acesso em 17 de Out. 2020.

Ministério da Saúde. Blog Saúde. Conheça mais sobre os métodos contraceptivos distribuídos gratuitamente no SUS – Parte II. < Disponível em http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35441-conheca-mais-sobre-os-metodos-contraceptivos-distribuidos-gratuitamente-no-sus-parte-ii> Acesso em 17 de Out. 2020.

PORTARIA Nº 760/2016-SMS.G. Institui as diretrizes para a prescrição e utilização do contraceptivo reversivo de ação prolongada, implante subdérmico de etonogestrel 68 mg, na rede de serviços da Secretaria Municipal da Saúde. <Disponível em https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/PORTARIA_760_%2005_05_2016.pdf> Acesso em 17 de Out. 2020.