É uma doença séria, onde acontece à inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal (chamada de meninges), causada por vírus ou bactérias. Alguns casos evoluem para danos cerebrais causando sequelas e podendo chegar a óbito.

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde pelo Guia de Vigilância em Saúde de 2017, no Brasil, a doença meningocócica é endêmica, com ocorrência de surtos esporádicos.

  • Meningite Bacteriana: é grave, evolui rapidamente e é mais rara.
  • Meningite Viral: é a forma mais comum e geralmente apresenta menor gravidade.

Transmissão

 Acontece de uma pessoa para outra, através de:

  • Tosse
  • Espirros
  • Beijo
  • Fala

Os Sintomas

  • Febre alta
  • Fortes dores de cabeça
  • Vômitos
  • Rigidez no pescoço (dificuldade em mexer a cabeça)
  • Manchas na pele
  • Moleza corporal

Em bebês

  • Moleira elevada (inchada)
  • Gemido quando tocado
  • Inquietação com choro agudo
  • Rigidez corporal ou corpo “mole” 

Diagnostico

É necessário realizar a coleta de liquido cefalorraquidiano e exame de sangue para identificar o tipo de agente causador da doença (bactérias, vírus, protozoários).

O indicado é realizar os testes o quanto antes, por isso a importância de buscar atendimento médico quando os sintomas começarem.

O tratamento

 É medicamentoso, conforme o tipo de agente encontrado. Necessita de internação e cuidados especiais.

A antibioticoterapia deve ser incluída o mais rápido possível, de preferência, logo após a
punção lombar e a coleta de sangue para hemocultura. O uso de antibiótico deve ser associado a outros
tipos de tratamento de suporte, como reposição de líquidos e cuidadosa assistência.

Como prevenir 

  • Manter a vacinação em dia;
  • Evitar o contato com pessoas diagnosticadas;
  • Lavar bem as mãos quando chegar da rua, trocar o bebê, preparar os alimentos e quando utilizar o banheiro;
  • Higienizar bem os alimentos (frutas e verduras);
  • Manter uma boa alimentação.

Vacinação:

A vacinação é considerada a forma mais eficaz na prevenção da doença.  Está disponível no Calendário Básico de Vacinação da Criança do Programa Nacional de Imunização
(PNI/MS).  A imunização consiste de duas doses, aos 3 e 5 meses de vida, e o e o reforço, preferencialmente, aos 12 meses de idade, podendo ser administrado até os 4 anos de idade.

Fonte:

Ministério da saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância em saúde. Brasilia, DF, 2017. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/outubro/06/Volume-Unico-2017.pdf. Acesso em: 21/11/2018.