É uma infecção aguda da mama que ocorre durante o período da amamentação.

Grande parte dos casos, a infecção é causada pela bactéria Staphylococus aureus. Porém, outras bactérias, fungos e microorganismos podem também causar a mastite.

Outros fatores que podem desencadear a mastite: sucção deficiente e incompleta do RN, resultando num acúmulo de leite que poderá levar a um ingurgitamento mamário e ao traumatismo se a “pega for incorreta”, gerando fissuras que poderão ser portas de entrada para microorganismos.

A falta suficiente de horas de sono, estresse, má alimentação, cansaço físico podem contribuir para baixar as defesas do sistema imunológico da mãe.

Clinicamente caracteriza-se pelos sintomas gerais, como febre e mal estar associados a sinais locais, como eritema e edema.

O tratamento é feito normalmente com anti-inflamatórios, antibióticos e compressas de gelo, caso não exista melhora em 48 horas, deve-se suspeitar de abscesso. Indicado nesse caso, drenagem cirúrgica.

Como prevenir? 

* Iniciar a amamentação precocemente, de preferência na sala do parto.

* Amamentar sob livre demanda.

* Observar se a pega do recém-nascido está adequada durante a sucção e variar a posição do bebê durante as mamadas.

* Oferecer leite materno exclusivo durante os primeiros 06 meses.

* Expor os mamilos ao sol durante a gestação e depois, enquanto estiver amamentando de 5 a 10 minutos de exposição ao dia (antes das 10 horas da manhã ou após as 15 horas).

* O uso de buchas vegetais durante o banho fortalece a pele, principalmente os tecidos das mamas, deixando-os mais resistentes aos traumatismos.

* Para melhor sustentação das mamas, usar sutiãs com alças largas.

* Evitar o uso de cremes ou óleos sobre os mamilos e as auréolas. A higiene dos mesmos deverá ser feita apenas com água.

Fontes:

Silva, Vander Guimarães. Mastite puerperal – prevenção. RJ médico obstetra do Instituto Fernandes Figueira- Rio de Janeiro- RJ Doutor em Ciências pela FIOCRUZ.

Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. http://www.sbp.com.br/src/uploads/2015/02/ManPraticaAtend.pdf