Após o nascimento do seu bebê, é importante amamentá-lo desde o início para que sempre haja leite suficiente para suprir suas necessidades.

Pode ser que a mulher tenha baixa produção de leite, dores no mamilo e traumas mamilares, ingurgitamento mamário (mamas duras) e até complicações como a mastite.

A descida do leite, na qual chamamos de apojadura, é considerado como ingurgitamento fisiológico, ou seja, normal do organismo, em que ocorre retenção de leite nos alvéolos, causando obstrução ao fluxo de leite, ficando estagnado.

O acúmulo de leite é popularmente conhecido como leite empedrado.

Geralmente, o ingurgitamento mamário costuma acometer as mamães dentre a primeira e quarta semana após o nascimento do bebê.

O ingurgitamento pode evoluir para algo mais sério, e pode ser acompanhado por presença de dor, vermelhidão local, inchaço mamário e mamilos achatados que dificultam a pega do recém-nascido.

A puérpera pode apresentar grande desconforto, febre e mal-estar, e muitas vezes não consegue amamentar, podendo bloquear e interromper a amamentação e contribuindo para o desmame precoce.

O ingurgitamento mamário pode evoluir para uma mastite, que é uma infecção aguda das glândulas mamárias, causando febre, calafrios, mal-estar geral, fraqueza, prostração, feridas mamárias e septicemia.

Os fatores de risco para o ingurgitamento mamário patológico estão relacionados ao início tardio da amamentação, mamadas não frequentes e de pouca duração, utilização de suplementos (fórmulas), sucção ineficaz do recém-nascido, aumento repentino da produção de leite, lesão mamilar, que tem como um dos fatores determinantes a inadequada posição da criança durante a amamentação e apreensão do mamilo.

Para tratar o ingurgitamento mamário é importante manter a amamentação (exceto mulheres soropositivas para o HIV) e realizar ordenha caso criança mame pouco. Amamente seu bebê frequentemente e sob livre demanda, além de observar se a pega e a sucção estão corretas.

 

Caso haja dúvidas de como deve ser a pega e a sucção, entrar em contato conosco pelo 0800 200 02 02.

 

Fonte:

SCIELO BRASIL. Scientific Electronic Library Online. Ingurgitamento mamário. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000200028