A placenta humana é um órgão vital para a manutenção da gravidez e promoção do desenvolvimento fetal normal. A própria existência do feto intra-útero é dependente da placenta. Ela é responsável pela nutrição, trocas gasosas e eliminação de excretas fetais. Seu bom funcionamento é fundamental para que o transporte dos vários tipos de substâncias, assim como a concentração delas no sangue materno seja ideal para o crescimento e desenvolvimento normais do feto, enquanto suas lesões, podem causar intercorrências e alterações no desenvolvimento fetal.

Uma das principais consequências causada pela insuficiência placentária é o desvio do feto do seu potencial genético de crescimento, determinando um quadro conhecido como Restrição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU)

A insuficiência de placenta pode ser causada por doenças maternas, como hipertensão e diabete, ou por uso de medicamentos, fumo, drogas e estresse. Em muitas circunstâncias, porém, a causa não é conhecida. A pré-eclâmpsia é outra das doenças maternas associadas à insuficiência placentária, por isso, quando é feito o diagnóstico de doença hipertensiva, além de um acompanhamento minucioso da mãe, o bebê passa a ser acompanhado com maior frequência. Existem ainda outros riscos associados à insuficiência placentária, como parto prematuro, falta de oxigênio para o bebê no momento do parto, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) no bebê, problemas cerebrais ou pulmonares no bebê, e até de morte fetal.

Entretanto, na grande maioria das vezes os problemas podem ser contornáveis se o diagnóstico da insuficiência for precoce e o acompanhamento, corretamente feito.

 

Fonte

Gestação de Alto Risco – manual técnico http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf

DESVIOS DE CRESCIMENTO INTRA-UTERINO: ASPECTOS ANATOMOPATOLÓGICOS MACROSCÓPICOS PLACENTÁRIOS NA GESTAÇÃO DE ALTO RISCO https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/127/o/Wilziane_Silva_Ramalho.pdf