A incompetência do istmo cervical (IIC) é definida pelo encurtamento do canal cervical. Esse encurtamento faz com que o colo dilate e afine apenas com a evolução da gestação e o peso do bebê, sem que exista a contração uterina. Contudo, essa alteração pode levar a um parto prematuro ou a um aborto se as membranas romperem.

Geralmente a gravidez é considerada de alto risco, e é importante que a futura mamãe esteja sempre em contato com seu médico, pois quando o problema é descoberto com antecedência, é possível tomar medidas que ajudam a evitar alguns riscos.

A incompetência do istmo cervical ocorre em uma pequena porcentagem de gestantes. Os principais fatores de riscos são:

  • Realização de cirurgias uterinas antes da gravidez;
  • Aborto espontâneo no segundo ou terceiro trimestre, sem causa especifica;
  • Mulheres que já realizaram curetagem;
  • Gravidez gemelar;
  • Biopsias;
  • Mulheres que já realizaram procedimento para retirada de lesões.

A descoberta geralmente é feita pela analise do histórico do paciente e exames complementares, já que não apresenta causa aparente. A ultrassonografia transvaginal é o método mais utilizado no diagnóstico de incompetência durante a gestação, possibilitando o diagnostico mais precoce. Entretanto, é considerada normal o canal que apresentar maior que 3 cm.

Existe tratamento para a incompetência istmo-cervical?

Sim. O tratamento padrão é cirúrgico. O procedimento mais utilizado atualmente é a cerclagem que consiste em um procedimento cirúrgico realizado durante a gravidez, que tem como finalidade suturar (costurar) o colo do útero/ bolsa a fim de mantê-lo fechado até o final da gravidez. O período mais adequado para realizar a cerclagem é a partir do 3º mês de gravidez, devido à possibilidade de abortamento, de outras causas.

É de extrema importância que gestante fique em repouso e em abstinência sexual no período recomendado pelo médico. É provável também que o médico prescreva medicamentos para evitar infecções ou parto prematuro, como por exemplo, medicamentos inibidores de contração uterina precoce (Inibina, Dactil).

Importante! Ao realizar o procedimento a mulher será acompanhada freqüentemente para avaliação de possíveis riscos. O principal deles é uma infecção intra-uterina ou a ruptura das membranas amnióticas. 

A cerclagem deve ser mantida até a 37ª semana de gravidez, quando serão retirados os pontos. A partir daí, deve aguardar o início do trabalho de parto espontâneo.

O apoio familiar e psicológico favorece para um bom tratamento.

 

Alô Mãe Paulistana