A importância da amamentação

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Segundo o ministério da saúde a amamentação é muito mais do que nutrir a criança.

Aleitamento materno, amamentação e colostro É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento.

Apesar de todas as campanhas mantidas anualmente, apenas uma pequena porcentagem de  crianças brasileiras são amamentadas exclusivamente os 6 meses de idade.

Porque é aconselhado amamentar 6 meses exclusivamente, podendo ir até 2 anos ou mais?

Evita mortes infantis (graças aos inúmeros fatores existentes no leite materno que protegem contra infecções);

Evita diarreia (essa proteção pode diminuir quando o aleitamento materno deixa de ser exclusivo);

Evita infecção respiratória (a proteção é maior quando a amamentação é exclusiva nos primeiros seis meses e quando à criança apresenta alguma infecção costuma-se ser menor do que em crianças não amamentadas);

Diminui o risco de alergias (primeiros meses de vida diminui o risco de alergia à proteína do leite de vaca, de dermatite atópica e de outros tipos de alergias, incluindo asma);

Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes futuramente;

Reduz a chance de obesidade;

Melhor nutrição (contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido);

Efeito positivo na inteligência (melhor desenvolvimento cognitivo);

Melhor desenvolvimento da cavidade bucal (o exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é muito importante para o desenvolvimento adequado de sua cavidade oral, propiciando uma melhor conformação do palato duro, o que é fundamental para o alinhamento correto dos dentes e uma boa oclusão dentária).

Vantagem para a mãe

Rapidez involução uterina (diminuir o risco de hemorragia que é uma das maiores causas de mortes maternas).

Diminuição do risco de câncer de mama.

Proteção contra anemia (devido à demora a menstruar a reserva de ferro não diminui).

Diminui risco de osteoporose na vida madura (a incidência em mulheres que não amamentaram foi de 4x mais).

Diminui os riscos de contrair hipertensão e diabetes (nas mulheres com a doença já preestabelecidas diminui a necessidade de insulina).

A amamentação estabiliza o progresso de endometriose materna.

Diminui os riscos de desenvolver câncer de ovário e câncer endometrial.

Ajuda a mulher voltar ao peso normal mais rapidamente.

Aumenta o vinculo mãe/bebe e tende a diminuir a ansiedade devido à liberação a ocitocina (hormônio do amor).

Amamentação é mais econômica e os bebe com aleitamento materno desenvolvem menos infecções e causa menos problemas familiares.

Entendendo melhor sobre o leite materno

Colostro, é secretado nos primeiros 7 dias após o parto. É um leite rico em anticorpos e leucócitos, além de contribuir no amadurecimento do aparelho gastrintestinal. Esta substância deve ser o primeiro tipo de alimento que a criança deve receber, pois a ingestão de outros tipos de leite pode acarretar em infecções e dificultar a digestão.

Transição, é secretado 7 até 15 dias após o parto. Começa a se apresentar menos espesso, porem contem os nutrientes dos outros dois leites.

Maduro, é secretado 15 dias em diante. É mais ralo que o leite de vaca, porém possui tudo o que o recém-nascido precisa. É dividido em leite do meio e fim. O primeiro apresenta cor acinzentada, é rico em proteínas, lactose, vitaminas, minerais e água, no início da mamada.

O segundo, mais no final da mamada, possui cor mais branca, pois contém mais gorduras. Por isso para que nenhum dos dois leites sejam prejudicados, é importante que o tempo de mamada seja estipulado pelo bebê, ele deve parar de mamar quando quiser.

Alô Mãe Paulistana

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