De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o impetigo é mais comum em países que estão em desenvolvimento.

O impetigo, chamado popularmente de impinge, é uma infecção bacteriana da pele, que acomete preferencialmente crianças pequenas.  A infecção é causada por Staphylococcus ou Streptococcus e sua forma de transmissão é de alta transmissibilidade.

A doença é caracterizada por feridas avermelhadas com fluido amarelado.  Portanto, quando as feridas são estouradas, uma crosta de cor amarela/marrom se forma em volta da lesão.

Para que haja a doença, é preciso que essas bactérias entrem em contato com a pele, e isso acontece através de uma pequena ferida, corte ou até mesmo uma picada de inseto.

Geralmente as lesões se apresentam na região do tronco, face, mãos, tornozelo ou dorso dos pés, coxas e nádegas.

Existem 3 formas de impetigo, veja:

Impetigo comum: é a forma mais comum, chamado de impetigo não-bolhoso. Inicia-se com pequenas pápulas (lesão sólida da pele) vermelhas semelhantes a picadas de mosquito. Não sendo comum a presença de sintomas como, febre ou mal estar, mas, alguns linfonodos dolorosos no pescoço costumam surgir.

Impetigo bolhoso: esse tipo é causado apenas pela bactéria Staphylococcus aureus, responsável por produzir toxinas que causam descolamento da epiderme (camada mais superficial da pele), favorecendo o aparecimento de bolhas. Ao contrario do impetigo comum, as bolhos costumam aparecer em membros superiores e inferiores e surge em nádegas e tronco com mais frequência, dificilmente causa comete a face.

Impetigo ectima: é a forma mais grave, pois acomete camadas mais profundas da pele. São lesões que evoluem para a formação de úlceras na pele que podem drenar pus. Esse tipo é mais frequente em membros inferiores e pode ser causado tanto pelo Streptococcus pyogenes quanto pelo Staphylococcus aureus.

E o tratamento?

O tratamento depende exclusivamente da avaliação e indicação médica. Mas, os antibióticos são a principal forma de tratamento. Eles podem ser aplicados diretamente nas feridas por meio de creme ou pomada, ou podem ser ministrados por via oral.

Importante: Fazer uso de medicamentos conforme a prescrição médica, mesmo que as feridas já estejam curadas, ajuda a evitar resistência das bacterianas.

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