O que é?

A hérnia umbilical é uma saliência de um órgão ou tecido que está fora do local normal. Ocorre em decorrência de fechamento imperfeito ou fraqueza do anel umbilical, não causa dor ao bebê, mas gera grande preocupação aos pais aos visualizar essa alteração.

Fatores de risco

A hérnia umbilical é algo muito comum em crianças prematuras, baixo peso ao nascer (menor que 1,500g), cor de pele preta, Síndrome de Ehlers-Danlos, Síndrome de Beckwith-Wiedemann e Síndrome de Down, são possíveis fatores de risco para seu aparecimento

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, não sendo necessário a realização de exames de imagem. Geralmente são os próprios pais que identificam a hérnia, principalmente quando o bebê chora ou tosse, que ocorre a elevação de um “caroço” na região umbilical.

Tratamento

Cerca de 80 a 90% dos casos de hérnia umbilical em bebê reduzem espontaneamente até 1 ano ou no máximo 5 anos de idade. Isso porque conforme a criança cresce e se desenvolve ocorre o fortalecimento da musculatura abdominal e faz com que a hérnia reduza espontaneamente.

Em alguns casos o tratamento é cirúrgico:

  • Se a hérnia umbilical persistir após 4 a 5 anos de idade.
  • Se o defeito fascial for maior do que 1,5 a 2 cm, após 2 anos de idade, e não houver redução após um 1 ano ou mais de acompanhamento.

IMPORTANTE!

Não se deve usar nenhum tipo de cinto, faixas, moedas ou botões na tentativa de fazer regredir a hérnia umbilical. Essa prática pode causar complicações na pele e até mesmo infecção.

 

Referência

TelessaúdeRS. Quando crianças com hérnia umbilical devem ser tratadas cirurgicamente? 05/11/2020. < Disponível em https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/quando-criancas-com-hernia-umbilical-devem-ser-tratadas-cirurgicamente/> Acesso em 19/12/2020.