As Hepatites virais são consideradas grandes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo.

De acordo com Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2020, no período de 1999 a 2019, foram notificados 247.890 casos confirmados de hepatite B no Brasil; desses, a maioria está concentrada na região Sudeste (34,5%).

Cerca de 21, 3% dos casos confirmados se deu por transmissão sexual.

O que é?

Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas.

Como são transmitidas as hepatites virais B e C?

  • Transmitidas por relações sexuais desprotegidas.
  • Uso de material sem esterilização adequada como, materiais odontológicos e cirúrgicos, hemodiálise, tatuagens, perfurações de orelha, colocação de piercings, material de manicure, uso de drogas com compartilhamento de seringas, agulhas ou outros equipamentos.
  • Transfusão de sangue e derivados contaminados.
  • Transmissão vertical (mãe para filho durante a gestação).
  • Aleitamento materno.

Possíveis Sintomas:

Cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Diagnóstico:

Geralmente o diagnóstico ocorre através dos testes sorológicos, pois nem sempre as pessoas apresentam sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção.

Mas vale lembrar que a ausência de tratamento precoce torna a doença crônica, com risco de desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado.

Tratamento:

O tratamento é realizado com antivirais específicos, disponibilizados no SUS.

É importante que se evite o consumo de bebidas alcoólicas.

Os tratamentos disponíveis atualmente não curam a infecção pelo vírus da hepatite B, mas podem retardar a progressão da cirrose, reduzir a incidência de câncer de fígado e melhorar a sobrevida em longo prazo.

Prevenção:

  • Uso de preservativo masculino ou feminino nas práticas sexuais.
  • Vacina hepatite B (HBV).
  • Para Hepatite C não existe vacina, apenas a prevenção da contaminação e tratamento da pessoa já infectada.
  • No compartilhar objetos de uso pessoal – tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
  • A testagem das mulheres grávidas ou com intenção de engravidar também é fundamental para prevenir a transmissão da mãe para o bebê. A profilaxia para a criança após o nascimento reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.

 

Referências

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. < Disponível em http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/hv/o-que-sao-hepatites-virais> Acesso em 13/02/2021.

Boletim Epidemiológico. Hepatites Virais 2020. Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde Número Especial | jul. 2020