A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD).

Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. E sua transmissão, assim como a do vírus B, ocorre:

. por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
. da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;
. compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings;
. por transfusão de sangue infectado.

Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença.

Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Por isso, consulte regularmente um médico e faça o teste.

A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D.

Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis meses).

 

Infecção simultânea dos vírus D e B

Na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B.

Não há tratamento específico e a recomendação médica consiste em repouso e alimentação leve e proibição do consumo de bebidas alcoólicas por um ano.

 

Infecção pelo vírus D em portadores do vírus B

Nesses casos, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite.

Pelo caráter grave dessa forma de hepatite, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento só pode ser indicado por médico especializado.

É a principal causa de cirrose hepática em crianças e adultos jovens na região amazônica do Brasil.

 

Previna-se

Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença.

As principais medidas de proteção são: vacinação contra a hepatite B, uso da camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.

O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis.

Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho.

Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.

 

Biologia

O vírus da hepatite D, o VHD, é incompleto e precisa do antígeno de superfície HBsAg para se replicar.

 

Fonte:

Brasil. Ministério da Saúde. DST. Hepatite D. http://www.aids.gov.br/pagina/hepatite-d