A hepatite é a inflamação do fígado causada pelo vírus HBV, sendo uma das mais perigosas doenças hepáticas. A sua forma de transmissão pode ocorrer por relações sexuais, compartilhamento de seringas com sangue contaminado, durante a gestação e no momento do parto. 

A doença pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração e crônica quando a doença dura mais de seis meses. Em mulheres gravidas, a doença pode provocar um parto prematuro.

Segundo o Departamento de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), Aids e Hepatites Virais, as principais forma de transmissão são:

  • Por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
  • Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;
  • Ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Por transfusão de sangue contaminado.

Portanto, é importante respeitar o cronograma determinado no calendário de vacina do sistema único de Saúde (SUS) para que a pessoa previna a doença. Ela também previne contra a hepatite D, que é uma hepatite que só acontece quando as pessoas já têm a hepatite B.”

E  as gestantes?

É recomendado que toda mulher grávida faça o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho.

Se a gestante tiver hepatite B, o recém-nascido deverá receber, além da vacina, a imunoglobulina contra a hepatite B, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão de mãe para filho.

E no parto? 

Para as gestantes portadoras do vírus da hepatite B, no momento do parto precisa ser feito uma imunoprofilaxia, ou seja, será administrada uma medicação para evitar que o vírus seja transmitido ao bebê.

Caso não tenha sido possível iniciar o esquema vacinal na unidade neonatal, recomenda-se a vacinação na primeira visita à unidade pública de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde | Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais