O hemangioma infantil ou hemangioma do lactente é o tumor benigno e comum na infância. A alteração se dá pelo acúmulo anormal de vasos sanguíneos na pele ou nos órgãos internos que pode ocorrer em qualquer parte do corpo. É mais prevalente no sexo feminino e em bebês prematuros.

Os locais mais acometidos são cabeça e pescoço, mas podem afetar qualquer região da pele, assim como mucosas e órgãos internos. O surgimento pode ocorrer até o primeiro ano de vida.

Os hemangiomas podem ser classificados em:

  • Superficiais (restritos à derme/camada intermédia da pele);
  • Profundos (derme profunda e tecido subcutâneo);
  • Mistos.

Importante!!! Estudos apontam que o risco de hemangioma é maior nas crianças cujas mães foram submetidas ao exame de biópsia de vilo coriônico durante a gravidez.

O que leva ao aparecimento dos hemangiomas?

A sua causa é desconhecida e sua formação tem relação íntima com os fatores angiogênicos ( fatores que levam à proliferação dos vasos sanguíneos e capilares).

O diagnóstico é clínico e se dá pelo encontro e avaliação de lesão, e em casos mais específicos é necessário avaliar por meio de uma ressonância magnética. Os hemangiomas infantis, em geral, são lesões únicas (80% dos casos), medindo desde milímetros até centímetros e não são evidentes ao nascimento, tornando-se aparentes nos primeiros dias ou meses de vida.

Em resumo, os hemangiomas podem aumentar de tamanho nos primeiros meses de vida e sofrem regressão espontânea até os 2 anos de idade, em geral.

Qual é o tratamento dos hemangiomas?

As lesões pequenas, não ulceradas e que não apresentam risco são acompanhadas em intervalos regulares. O tratamento medicamentoso são indicados a pacientes menores de dois anos, com diagnóstico de hemangioma infantil. A droga mais utilizada atualmente para os casos que requerem tratamento são betabloqueadores orais (propranolol). Outros métodos que podem ser utilizados incluem os betabloqueadores tópicos (colírios), lasers, corticoides orais e cirurgia.

Lembrando, que apenas o médico pode optar por tratamento e prescrever medicamentos.

Alô Mãe Paulistana