Sabemos que a gravidez provoca mudanças bruscas na vida da mulher, sejam elas físicas hormonais ou psicológicas e não importa a sua idade.

E dentro dessas alterações psicológicas temos a pseudociese, popularmente conhecida como gravidez psicológica. A mulher cria em sua mente uma situação em que ela acredita estar grávida, podendo até apresentar sinais físicos de gestante, mas, no entanto, não está realmente grávida.

É uma condição psicológica rara, mas pode afetar a mulher de qualquer faixa etária. A mulher pode apresentar sinais e sintomas da gravidez como, atraso menstrual, aumento do abdome e das mamas e enjôos matinais.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito quando a mulher insiste que está grávida, apesar de o teste de gravidez ser negativo e de não haver aumento uterino, nem mesmo a presença de feto ou batimentos cardíacos demonstráveis em ultrassonografia.

Tratamento

O tratamento da gravidez psicológica deve ser feito pelo médico ginecologista ou clínico geral, juntamente com a enfermagem e psicólogo.

Geralmente os resultados negativos do teste de gravidez (dosagem de beta HCG plasmático ou urinário, e ultrassonografia abdominal), ajudam a reduzir os sintomas quando comunicados à paciente de maneira delicada e sensível.

O acompanhamento com psicoterapia de apoio, orientada para a realidade, é o tratamento mais indicado.

Em alguns casos há necessidade de fazer o uso de medicamentos antipsicóticos, caso a crença seja rígida e não responda ao teste da realidade.

Referência:

LOPES, Jéssica Fernandes; BRITO, Maria da Conceição Coelho; COELHO, Maria Alzenir; PONTE, Ana Cláudia Coelho; ABREU, Milena de Melo. PSEUDOCIESE: INVESTIGAÇÃO SOBRE A PRÁXIS DE ENFERMEIROS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE. SANARE, Sobral. v.15 n.01, p.55-61, Jan./Jun. – 2016.