A família é exerce um papel fundamental para auxiliar no crescimento e desenvolvimento da criança. Possui a função de proporcionar um ambiente social e psicológico favorável ao desenvolvimento da criança além da promoção de sua saúde mental.

A família também é aquela que transmite cultura, valores, tradições, manutenção de ritos e costumes.

O vínculo familiar então é essencial não somente para o desenvolvimento de interação social e afetividade mas também para dar base e segurança para a criança auxiliando em seu desenvolvimento biopsicossocial.

A notícia da chegada de um bebê a família provoca diversas modificações na dinâmica familiar e nos papeis desenhados de cada membro.

A mulher torna-se mãe, o homem torna-se pai, o irmão passa a ser tio, os sobrinhos passam a ser primos, e os pais passam a ser avôs e avós. Essas pessoas podem ter um papel importante na vida da criança, à medida que se envolvam frequentemente com os seus cuidados e educação.

Como Fortalecer vínculos Familiares?

No pré-natal

O início da formação do vínculo começa no pré-natal através da interação da mãe com o feto, é importante conversar e cantar para o bebê, acariciar a barriga e proporcionar outras demonstrações de afeto, pois abrirá caminho para o fortalecimento do vínculo.

No parto e puerpério

Contato pele a pele com a mãe na 1h após o nascimento e amamentar, porque transmite amor, segurança ao bebê. O ato de abraçar, aconchegar, massagear seu corpo, olhar em seus olhos, falar com o bebê são formas da família se vincular e se comunicar com afeto.

O contato carinhoso entre os pais e o bebê é indispensável para o desenvolvimento do vínculo.

Nos primeiros anos de vida

Estimular precocemente o desenvolvimento neuropsicomotor através de brincadeiras, estímulo a curiosidade a criatividade. Levando sempre em consideração a idade da criança para a prevenção de acidentes.

Compreender que o choro é uma forma de comunicação não verbal do bebê de uma necessidade que precisa ser atendida.

Na Infância

Colocar limites com firmeza mas forma amorosa e serena, pois nessa fase a criança já entende o que é certo e errado. Dessa forma ajudará a criança a controlar a impulsividade, criar hábitos e desenvolver disciplina.

  • Valorizar a criança e o adolescente, elogiando seus pequenos progressos na evolução de suas habilidades e competências.
  • Dizer o que não apreciam no comportamento da criança e do adolescente sem humilhá-lo ou depreciá-lo.

No final da infância e início da Adolescência

É importante valorizar o relacionamento entre os irmãos, que compartilham histórias, experiências, brincadeiras e costumes.

Construir outra mentalidade na relação de gênero (cuidar da casa deixou de ser “tarefa de mulher”, passando a ser “tarefa de pessoas”).

Estimular o espírito empreendedor (“fazer acontecer”, em vez de esperar que as oportunidades caiam do céu).

Construir os alicerces do diálogo sobre temas de interesse comum facilita as conversas sobre temas mais sensíveis, como o uso abusivo de álcool e outras drogas, o início das relações amorosas e o desenvolvimento da sexualidade.

As conversas em família com a escuta dos pontos de vista de cada um enriquece a comunicação e facilita a resolução dos conflitos que inevitavelmente surgem a partir das diferenças.

 

Referências

Comitê Científico do Núcleo Ciência Pela Infância (2016). Estudo nº II: Importância dos vínculos familiares na primeira infância. <Disponível http://www.ncpi.org.br> Acesso em 12/12/2020.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências, Brasília, 2014. < Disponível http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2016/02/Linha-de-cuidado-para-a-atencao-integral-a-saude-de-criancas-adolescentes-e-suas-familias-em-situacao-de-violencias.pdf>