Segundo recomendações do Ministério da Saúde, o aleitamento materno deve ser mantido até 6 meses exclusivo, e complementado até 2 anos ou mais.  

 

A nova gestação não contraindica manter o aleitamento materno. A mulher pode manter o aleitamento se esse for o seu desejo, e também se não houver situações que coloque a sua gestação em risco. 

 

Apenas nos casos em que a mãe possui histórico de abortamento ou parto prematuro, o obstetra ou enfermeiro obstetra deverão avaliar se a amamentação deve ser interrompida. A sucção pode provocar liberação de ocitocina e consequentemente contrações precoces, levando ao abortamento ou parto prematuro a depender da idade gestacional. 

 

Em muitos casos o filho mais velho desmama naturalmente, devido às alterações hormonais ocorre mudança na produção do leite, fazendo com que o leite mude um pouquinho de sabor. O leite se torna mais salgado, por maior concentração de sódio e menor concentração de lactose. Mas, se a criança quiser continuar amamentando, deve continuar.  

 

Lembrando que assim que o bebê nascer, as duas crianças podem ser amamentadas, mas a prioridade é sempre para o bebê mais novo, pois ele necessitará mais dos nutrientes e da proteção oferecida pelo leite materno. 

 

Referências: 

 

Aleitamento Materno e Alimentação Complementar, 2ª edição, Cadernos de Atenção Básica, n. 23, Brasília, 2016. 

https://rblh.fiocruz.br/durante-gestacao 

https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/865-amamentacao-durante-a-gravidez-e-possivel