Ao receber a notícia de que está grávida a mulher inicia um amplo processo de questionamentos.

Afinal, são nove meses de descobertas e novas rotinas que se iniciam. A espera pela chegada do bebê demanda todo um preparo especial. E aqui você encontrará respostas às principais perguntas que muitas vezes tiram o seu sono. Vamos lá?

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[su_spoiler title=”01. O que é Gravidez (ou Gestação)?” style=”fancy” icon=”caret”] Para muitas mulheres essa questão não está bem clara. Portanto é importante saber que gestação (ou gravidez) é o tempo decorrido desde a concepção até o nascimento do bebê, durante o qual a mulher carrega seu filho no ventre (dentro do útero). Sendo esse período o tempo suficiente para que a criança possa ser formada de maneira que se adapte ao ambiente exterior ao corpo da mãe. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”02. Qual o tempo normal de duração da gravidez?” style=”fancy” icon=”caret”] A gravidez, nos seres humanos, dura aproximadamente 40 semanas ou nove meses. Pode chegar até 42 semanas, desde que seja acompanhada adequadamente e a decisão de aguardo desse período seja uma determinação médica baseada na segurança de mãe e filho. O período de gravidez em que a mulher se encontra, definido em semanas ou meses, é conhecido como Idade Gestacional (IG). [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”03. O que é Gestação de Alto Risco?” style=”fancy” icon=”caret”] É toda gravidez que traz alguma forma de risco para a saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido. Portanto, se a mulher apresenta a gestação de alto risco é necessário que seu
acompanhamento seja realizado em uma Unidade de Saúde especializada com profissionais capacitados para atendê-la. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”04. Quais são os principais riscos na gravidez?” style=”fancy” icon=”caret”]

Para o Ministério da Saúde são considerados como riscos para a gravidez:

• Idade maior que 35 anos;
• Idade menor que 15 anos ou primeira menstruação há menos de dois anos;
• Altura menor que 1,45m;
• Peso menor que 45 kg e maior que 75 kg (IMC<19 e IMC>30) antes da gestação;
• Alterações da anatomia ou função dos órgãos reprodutivos;
• Situação conjugal insegura;
• Conflitos familiares;
• Baixa escolaridade;
• Condições ambientais desfavoráveis;
• Dependência de drogas lícitas ou ilícitas;
• Hábitos de vida – fumo e álcool;
• Exposição a riscos no trabalho: esforço físico, carga horária, mudanças frequentes de horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos nocivos, estresse.

Baseados nos riscos apresentados acima, cada Estado brasileiro pode definir os principais riscos que entenderão, de acordo com a população que atende.[/su_spoiler]
[su_spoiler title=”05. O que é o pré-natal?” style=”fancy” icon=”caret”] O pré-natal é o momento que compreende desde a concepção até o parto. Mas também corresponde ao período de acompanhamento de toda a gravidez por profissionais competentes. Quando a gestante é considerada de baixo risco o acompanhamento é realizado, alternadamente, a cada mês, pelo médico e enfermeiro. Se for de alto risco, a mulher será acompanhada, além dos profissionais citados anteriormente, pelo médico especializado. É neste momento que a futura mãe será avaliada e examinada com o intuito de diagnosticar precocemente qualquer alteração que possa interferir no curso normal da gravidez. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”06. Por que toda gestante deve realizar o acompanhamento de pré-natal?” style=”fancy” icon=”caret”]

É imprescindível a realização do pré-natal, pois além de ficar mais segura com seu acompanhamento, a grávida pode também tirar suas dúvidas e receber orientações pertinentes. Você deve aproveitar esse momento para ser esclarecida quanto às suas dúvidas tanto com relação às alterações do seu corpo quanto ao desenvolvimento do bebê. Para você entender sua importância apresentaremos os principais pontos referentes ao acompanhamento de pré-natal:

• Deve ser iniciado o mais rápido possível, preferencialmente, assim que se descobre a gravidez ou nos três primeiros meses da gestação;
• Imprescindível a realização de, no mínimo, seis consultas de pré-natal e mais uma no período de até 40 dias após o parto;
• Toda mulher tem direito a consultas e exames durante sua gravidez;
• Nas consultas devem ser abordados os seguintes assuntos: vacinas que deverão estar em dia, alimentação saudável, alterações do corpo da gestante, dentre outros;
• Durantes as consultas de pré-natal devem ser avaliados, pelo menos: peso, altura (somente na primeira consulta), estado nutricional, pressão arterial (PA), altura uterina (AU – tamanho da barriga) e batimentos cardíacos do bebê (BCF);
• Existe uma lista de exames que devem ser solicitados durante a gravidez, pelo menos, a cada trimestre (a cada três meses). E os mesmos deverão ser repetidos caso haja qualquer dúvidas por parte do profissional.

Tudo isso permite a avaliação constante da futura mãe com a intenção de prevenir, identificar e tratar problemas de saúde que possam acontecer no período da gestação.

Lembrando que as informações mais importantes que permitem o melhor acompanhamento da gravidez devem ser anotadas no Cartão da Gestante. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”07. Mas o que é o Cartão da Gestante e qual sua importância?” style=”fancy” icon=”caret”] O cartão da gestante é o seu documento da gravidez. Na primeira consulta exija a entrega do mesmo, pois nele estarão contidas todas as informações importantes sobre esse período. Caso você precise de qualquer tipo de atendimento (de emergência, inclusive) os profissionais que a atenderão buscarão as informações no seu cartão. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”08. Quais informações devem estar presentes no Cartão da Gestante” style=”fancy” icon=”caret”]

É importante levar o Cartão da Gestante em todas as suas consultas para que os profissionais anotem as seguintes informações:

• Identificação da gestante (nome, data de nascimento, etc.);
• Histórico pessoal, obstétrico e familiar;
• Dados desta gravidez;
• Vacinação;
• Resultados de exames laboratoriais.

É importante lembrar:

• Ao final de cada consulta verifique se as informações colhidas no dia estão corretamente anotadas. Se não, peça ao profissional que anote-as;

• Leve seu cartão sempre com você. E, principalmente, não esqueça de apresentá-lo em todas as consultas, exames e na maternidade no dia do parto. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”09. Quais vacinas deverão ser administradas na gestante no período de pré-natal?” style=”fancy” icon=”caret”]

As vacinas que devem constar no Cartão de Vacina da mulher grávida são:

• Vacina Antitetânica (dupla adulta –dT);
• Vacina contra a Hepatite B (Hepatite B);
Vacina contra a Gripe (Influenza).

E agora, foi inserida a vacina contra coqueluche.

A administração de cada uma respeita a situação do cartão vacinal de cada mulher. No tópico “Vacinação na Gravidez”, do nosso site, abordaremos as vacinas com maiores explicações. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”10. Quais vitaminas devo tomar na gravidez?” style=”fancy” icon=”caret”]

Muitos estudos realizados ao longo dos anos demonstraram que a incidência de anemia por deficiência de ferro em gestantes era alta e prejudicava tanto mãe quanto bebê. Mediante este problema foi instituído em 2005 o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF) que implantou a suplementação universal de sulfato ferroso em gestantes, principalmente à partir de 20 semanas de gravidez até três meses após o parto ou aborto.

O ácido fólico, vitamina que também auxilia na diminuição de anemia, foi verificado como importante agente participante na formação do sistema nervoso central (SNC) do embrião auxiliando a evitar a ocorrência de más formações do SNC do bebê. Portanto, o ácido fólico deve ser prescrito para a mulher grávida utilizar até o terceiro mês de gestação. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”11. Quais exames laboratoriais deverão ser solicitados durante o pré-natal?” style=”fancy” icon=”caret”]

Citaremos quais os principais exames que devem ser solicitados pelo médico ou enfermeiro. Mas saiba que a frequência de realização dependerá do período gestacional bem como da necessidade particular de cada grávida.

• Teste de gravidez – urina e sangue: para confirmação da gestação;
• Tipagem sanguínea/Fator Rh;
• Hemograma completo: para diagnosticar, dentre outros problemas, a anemia que é muito comum nesta fase;
• Urina tipo I: identifica, dentre outros problemas, a presença de Infecção Urinária (ITU), que pode ser causa de partos prematuros;
• Glicemia de jejum: avalia a presença de diabetes;
• Sorologia para sífilis (VDRL);
• Teste anti-HIV (com aconselhamento pré-teste e consentimento da mulher);
• IgM para toxoplasmose;
• Sorologia para hepatite B (HBsAg);
• Colpocitologia oncótica, exame preventivo ou exame de Papanicolau: caso não tenha sido colhido a menos de um ano toda gestante deve e pode realizar;
• Exame do Estreptococo do grupo B (EGB – Exame do Cotonete): identifica a presença da
bactéria “Estreptococos B” que pode causar diversos tipos de infecções no bebê caso ele seja contaminado durante o parto.

A descrição completa sobre os exames de pré-natal será apresentada no tópico do nosso site “Exames na Gestação”. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”12. Você sabe quais são os cuidados pessoais mais importantes nessa fase? São eles:” style=”fancy” icon=”caret”] • Manter alimentação saudável durante toda a gestação;
• Cuidado com o ganho de peso excessivo, pois você pode desenvolver problemas de saúde como diabetes e pressão alta;
• Manter-se rigorosa com a escovação dos dentes após as refeições e antes de dormir;
• Realizar consultas periódicas com o dentista;
• Fazer caminhadas e exercícios leves, pois eles ajudam a controlar o peso e melhorar a circulação sanguínea;
• Não usar cigarro, bebidas alcoólicas, drogas lícitas ou ilícitas;
• Medicamentos somente perante prescrição médica;
• Realizar exercícios para fortalecer os músculos que participam intensamente no trabalho de
parto prendendo e soltando a urina, alternadamente, quando for ao banheiro;
• Para ajudar a diminuir o desconforto na respiração (que a maioria das gestantes desenvolve) é importante respirar de forma lenta, profunda, de maneira que o ar chegue cada vez mais baixo em seu abdômen;
• Para evitar que manchas de pele comuns na gestação apareçam e permaneçam, proteja-se utilizando bonés ou chapéus, protetor solar e sombrinhas;
• Para prevenir as estrias massageie a barriga, coxas e nádegas utilizando um hidratante de sua preferência;
• Use sutiã reforçado;
• Exponha as mamas ao sol antes das 10 da manhã para preparar as mamas para a amamentação. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”13. A gestante pode pintar os cabelos, fazer escova progressiva, descolorir pêlos ou utilizar outros produtos químicos?” style=”fancy” icon=”caret”] Todo produto químico que entra em contato com a pele da gestante pode ser tóxico, em menor ou maior nível para o bebê, pois são absorvidos e entram na corrente sanguínea, podendo chegar até o feto através da placenta. Assim, a vitalidade da criança pode ser afetada. Portanto priorize a vida do seu filho e evite o uso dessas substâncias. E sempre converse com o médico, enfermeiro ou ligue para o Alô Mãe. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”14. A gestante pode fazer tatuagens?” style=”fancy” icon=”caret”] As tatuagens são realizadas com instrumentos pontiagudos que se não forem esterilizados corretamente podem transmitir doenças graves tanto para a mãe quanto para o feto. Deste modo, aguarde o período pós amamentação e busque conhecer locais que realizam essa atividade com segurança. [/su_spoiler]
[su_spoiler title=”15. Quais os riscos de praticar relações sexuais durante a gravidez?” style=”fancy” icon=”caret”]

Nenhum. Nem o bebê tampouco a gestante correm qualquer risco. Converse com seu parceiro sobre as posições que a deixe mais confortável durante o ato sexual, lembrando que o bebê está totalmente protegido dentro do seu útero.

Porém evite relações sexuais se:

• Sentir muita dor na região vaginal ou no abdômen;
• Tiver sangramento;
• A bolsa amniótica romper;
• Não se sentir confortável ou com vontade.

É comum o bebê mexer muito ou a barriga endurecer durante o orgasmo.

Mas lembre-se, sempre use camisinha. A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST) pode ocorrer em qualquer momento.

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Possui mais alguma dúvida?
Então sempre anote-as para perguntar na próxima consulta ou ligue para o Alô Mãe!

 

Fontes:

Brasil. Ministério da Saúde. Assistência Pré-natal – Manual Técnico. 3ed. Brasília (DF), 2000.
Brasil. Ministério da Saúde. Conversando com a gestante. Brasília (DF), 2008.
Brasil. Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco – Manual Técnico. 5ed. Brasília (DF), 2012.
Brasil. Ministério da Saúde. Manual Instrutivo das Ações de Alimentação e Nutrição na Rede Cegonha. Brasília (DF), 2013.
Brasil. Ministério da Saúde. Gravidez, parto e nascimento com saúde, qualidade de vida e bem-estar. Brasília (DF), 2013.
São Paulo (SP). Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Coordenadoria de Controle de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica. Divisão de Imunização. Calendário de Vacinação no Estado de São Paulo 2013. Disponível em: www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/destaques:calendário-de-vacinacao.