Convulsão febril (CF) ocorre na infância, surge numa criança saudável e geralmente ocorre entre os 3 meses e 5 anos de idade, associada à febre, na ausência de infecção intracraniana ou de outra causa neurológica definida.

A primeira CF ocorre em média entre 18 e 22 meses, podendo ser de dois tipos: simples (uma única crise de 5 minutos) e complexa ou complicada (crises focais e/ou com duração maior que 15 minutos).

Qual é a causa?

A febre é provocada por repentina elevação da temperatura, quando surge uma infecção. As convulsões são mais associadas às infecções do sistema respiratório superior, como por exemplo os resfriados. E o desmaio geralmente está associado com o não amadurecimento cerebral.

Quais os sintomas?

Logo de inicio o 1º estágio do desmaio dura muito pouco tempo, por aproximadamente meio minuto.

Alguns dos principais sintomas incluem:

  • Perda da consciência;
  • Rigidez do corpo;
  • Parada respiratória por cerca de meio minuto.

O 2º estágio dura menos de 5 minutos. A criança permanece inconsciente e também pode apresentar:

  • Contração dos músculos dos membros e/ou da face;
  • Olhos virados.

Curiosidade: Após a convulsão, a criança pode dormir por horas, ficar confusa, sonolenta e irritada. Na dúvida, procure por avaliação médica.

Quando devo consultar um médico?

O responsável deve procurar por avaliação, a partir do momento que a criança estiver com a temperatura acima de 39ºC e ou apresentar desmaios.

Em alguns casos, o médico pode indicar internação e realização de exames para melhor investigação.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico das crises febris é através de avaliação clínica, levantamento de dados e exame físico da criança;

E o tratamento?

O tratamento baseia-se em orientação aos familiares de como agir em novos episódios. Se houver a necessidade de tratamento medicamentoso, o mesmo será prescrito pelo médico.

As maiores partes das crises nas crianças terminam antes de chegar ao pronto-atendimento e o médico na maioria das vezes avalia a criança já no período pós-ocorrência.

Recomendações:

    • Deite a criança lateralizada para evitar possíveis engasgos com a própria saliva ou vômito;
    • Após as convulsões procure por avaliação médica;
    • Remova todos os objetos ao redor que ofereçam risco de machucá-la;
    • Se possível, eleve o queixo da criança para facilitar a passagem do ar;
    • NUNCA introduza objeto na boca nem tente puxar a língua para fora.

Fonte:

GUERREIRO, Marilisa M. Tratamento das crises febris. Jornal de Pediatria – Vol. 78, Supl.1 , 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jped/v78s1/v78n7a03.pdf. Acesso em: 09/01/2019.