A redução do consumo de sódio na alimentação deve ser prioridade no dia a dia do brasileiro.

No Brasil, em média, são ingeridos 12 gramas de sal por dia, segundo a Pesquisa do Orçamento Familiar do IBGE, mais que o dobro recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

A maioria dos alimentos industrializados possuem quantidades mais altas de sódio.

Itens como temperos prontos, presuntos, mortadelas, salame, macarrão instantâneo salgadinhos de pacote colaboram para o aumento da ingestão do mineral, pão francês, batata palha, bolos prontos, biscoitos salgados e recheados, embutidos, maionese, massa instantânea, entre outros.

O excesso de sódio pode causar a elevação de pressão e resultar na hipertensão.

A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente quando nossas artérias perdem a capacidade de contrair e dilatar, por algum tipo de resistência.

A hipertensão faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.

A doença é um dos principais fatores de risco para a ocorrência do acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

No Brasil, ela é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% são atendidos na rede pública de saúde.

Quem já é hipertenso precisa ter atenção redobrada e reduzir ainda mais o consumo de sal, evitar temperos industrializados e dar preferência a frutas ricas em potássio.

O ideal é comer peixe ao menos duas vezes por semana e optar por carnes brancas ou magras de boi. Também é importante beber leite desnatado e derivados.

Pequenas substituições na alimentação, ajudam a reduzir o consumo de sódio diário. Como por exemplo:

Diminuir quantidade de óleo e sal no preparo do feijão;

Evitar o uso de carnes salgadas no cozimento;

Optar por quantidades generosas de cebola, alho, louro, salsinha, cebolinha, pimenta, coentro e outros temperos naturais.

Bem como adicionar outros alimentos, como cenoura e vagem, que acrescentam sabor, aroma e mais nutrientes à preparação.

O uso de ervas frescas ou secas, assim como pimenta, gergelim e outros, agregam sabor e também ajudam na redução do uso do sal.

Em saladas, temperar com limão reduz a necessidade de adição de sal e óleo.

Outras combinações podem ser feitas, como o louro em sopas, alecrim em carnes, salsa na macarronada, manjericão no molho de tomate e tomilho na batata.

Gestantes:

No caso das gestantes, o principal motivo que incentiva a grávida a reduzir o consumo de sal na sua alimentação é que ele piora sintomas como o inchaço, devido as mães terem mais retenção hídrica no organismo nesse período, pelo aumento da quantidade de sangue e líquidos no organismo, além das alterações na circulação também. Assim, o consumo elevado de sódio pode piorar todo esse quadro.

Lembrete importante: Sal e sódio não tem o mesmo significado. O sal é o cloreto de sódio e cada grama dele contém 400 miligramas de sódio.

A Organização Mundial da Saúde, recomenda ingerir no máximo 2 gramas de sódio por dia, o que equivale a 5 gramas de sal, incluindo o sal contido e adicionado nos alimentos. Porém, a média de consumos dos brasileiros é mais ou menos 12 gramas sal por dia.

Como o sal que é consumido, não está somente no saleiro, não é difícil alcançar esse consumo altíssimo de sal. Alimentos industrializados utilizam como conservante e, normalmente contribuem com uma grande quantidade de sódio.

Assim, o ideal é sempre conferir no rótulo e optar pelos alimentos com menor quantidade de sódio.

Fonte:

Brasil. Ministério da saúde. Blog da Saúde. Consumo de sódio na gestação. http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35516-cuidados-diarios-na-alimentacao-ajudam-a-diminuir-o-consumo-de-sodio