A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema Pallidum. Ela pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante a relação sexual sem camisinha, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto.

A Sífilis Congênita é consequência da disseminação do Treponema pallidum pela corrente sangüínea, transmitido pela gestante para o seu bebê.

A infecção pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, e o risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária.

As consequências da sífilis materna sem tratamento incluem abortamento, natimortalidade, nascimento prematuro, recém-nascido com sinais clínicos de Sífilis Congênita ou, mais frequentemente, bebê aparentemente saudável que desenvolve sinais clínicos posteriormente.

Quando a mulher adquire sífilis durante a gravidez, poderá haver infecção assintomática ou sintomática nos recém-nascidos. Mais de 50% das crianças infectadas são assintomáticas ao nascimento, com surgimento dos primeiros sintomas, geralmente, nos primeiros 3 meses de vida. Por isso, é muito importante a triagem sorológica da mãe na maternidade.

Sabe-se que:

  • A transmissão vertical (da mãe para o bebê) do T. pallidum pode ocorrer em qualquer fase gestacional ou estágio clínico da doença materna.
  • Os principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão vertical do T. pallidum são o estágio da sífilis na mãe e a duração da exposição do feto no útero.
  • A taxa de infecção da transmissão vertical do T. pallidum em mulheres não tratadas é de 70 a 100%, nas fases primária e secundária da doença, reduzindo-se para aproximadamente 30% nas fases tardias da infecção materna (latente tardia e terciária).
  • Há possibilidade de transmissão direta do T. pallidum por meio do contato da criança pelo canal de parto, se houver lesões genitais maternas. Durante o aleitamento, ocorrerá apenas se houver lesão mamária por sífilis.
  • Ocorre aborto espontâneo, natimorto ou morte perinatal em aproximadamente 40% das crianças infectadas a partir de mães não-tratadas.

No Brasil, a incidência da sífilis entre recém-nascidos é alta. Além disso, é difícil identificar essa doença. A sífilis primária costuma não ser percebida pelo paciente e, na fase latente, pode se prolongar por muitos anos. Por isso, para evitar a Sífilis Congênita, é importante realizar o teste para seu diagnóstico durante o pré-natal.

O parceiro sexual deverá sempre comparecer ao serviço de saúde para orientação, avaliação clínica e coleta de sorologia. Em caso de resultado positivo deverá realizar o tratamento preconizado para a sífilis juntamente com a gestante.

Durante toda a gestação é essencial o uso de preservativos nas relações sexuais. A mãe, mesmo que tratada, pode se reinfectar com a doença a qualquer momento.

 

Fonte

Diretrizes para o controle da sífilis congênita https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_sifilis_bolso.pdf

Sífilis na Gravidez http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/114programa_dst.pdf

Blog da Saúde. Ministério da Saúde http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35448-saiba-mais-sobre-a-sifilis-doenca-que-pode-provocar-queda-de-cabelo-e-ate-aborto-em-gestantes