A sífilis é uma infecção bacteriana (Treponema pallidum) curável, seu tratamento é garantido pelo Sistema Único de Saúde. Uma vez que é descoberto a sífilis, os parceiros sexuais devem ser avaliados clinicamente, sorologicamente e tratados corretamente.

O Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, em consonância com as diretrizes do Programa Nacional de DST/Aids, através da “Nota Técnica CCD – 001/2007 – Nº 185 – DOE de 29/09/07”,recomenda:

Que seja solicitada e incentivada a participação do parceiro sexual no atendimento pré-natal de todas as gestantes, abordando as Doenças SexualmenteTransmissíveis e o HIV/Aids, com:

  • Aconselhamento para a prevenção;
  • Informação para o uso correto de preservativos; e
  • Tratamento adequado para a sífilis, no caso da gestante portadora do Treponema pallidum. Este tratamento para o parceiro sexual deve ser realizado mesmo na impossibilidade do seu diagnóstico laboratorial e independentemente da presença de sinais e/ou sintomas.

* O tratamento para sífilis primária, sífilis secundária e sífilis latente recente (até um ano de duração) é feito com Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, em dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo).

** O tratamento para sífilis latente tardia (mais de um ano de duração) ou latente com duração ignorada e sífilis terciária é feito com Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, (1,2 milhão UI em cada glúteo), 1x por semana, por três semanas (dose total de 7,2 milhões UI).

*** Se o diagnóstico da gestante for apenas laboratorial, com duração desconhecida, deve-se tratá-la como sífilis latente tardia.

Portanto, gestantes incentive o seu parceiro a participar do pré natal, realizar os exames solicitados, tratamentos, se for necessário.

Fonte:

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Nota Informativa nº 02-SEI/2017 – DIAHV/SVS/MS. Altera os critérios de definição para notificação das sífilis adquirida, congênita e em gestantes. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/legislacao/nota-informativa-no-02-sei2017-diahvsvsms>. Acesso em: 07/01/2019.

BRASIL. TelessaúdeRS. Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do rio Grande do Sul. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/sifilis-parcerias/. Acesso em: 07/01/2019.