As cólicas na gestação são mais comuns do que se imagina. Em algumas situações é considerado normal. Ocorre muitas vezes em virtude do desenvolvimento uterino que antes era menor que o punho e pesava de 60 a 100g. Agora está tentando se adaptar para abrigar o feto. Conforme se desenvolve semana a semana e promove o aumento da cavidade abdominal então a gestante pode por vezes apresentar cólicas esporádicas.

 

Além disso, após as 28 semanas começa a sentir com mais frequências as contrações de Braxton Hicks (contrações de treinamento).

 

A cólica também pode estar relacionada com flatulências (gazes) e a obstipação intestinal. Nesses casos o tratamento é feito com dieta rica em fibras, aumento da ingestão de líquidos e caminhadas leves.

 

Porém nem sempre as cólicas podem ser consideradas dentro da normalidade, mas um sinal de que algo não está bem.

As cólicas intensas podem estar relacionadas com contrações uterinas precoce, infecções de urina ou vaginal, início de abortamento entre outras alterações.

 

A gestante deve realizar as consultas de pré-natal adequadamente, relatando ao profissional sempre que apresentar sinais e sintomas que remete a anormalidade, atentando também para a intensidade de dor que apresentar.

 

 

Referência

Livro: Enfermagem Materno Infantil, de Pennie Sessler Branden. 2 edição, 2000.

Cadernos de Atenção Básica, n° 32. Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília – DF. 2012.