BENEFÍCIOS – Com o leite humano, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso mais rápido, além de ficar menos tempo internado. O aleitamento materno também diminuiu o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e colesterol. A amamentação também reduz o peso da mãe mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto. As chances de se adquirir diabetes ou desenvolver câncer de mama e de ovário também diminuem significativamente.

Uma série de evidências científicas mostra que o leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a OMS e a UNICEF, cerca de seis milhões de crianças são salvas por ano devido ao aumento das taxas de amamentação exclusiva. Além disso, o leite materno tem tudo o que a criança precisa até os seis meses, inclusive água.

Mulheres que estão amamentando podem doar seu leite materno para quem precisa, mas nem sempre sabem como fazer isso. O excesso de leite pode ser encaminhado às maternidades que têm bancos de leite, onde o líquido será pasteurizado e repassado a bebês prematuros que estão na UTI.

Muito frágeis, esses bebês não podem tomar o leite materno puro porque as amostras podem ter bactérias. Eles precisam justamente do leite materno para ganhar peso e irem para casa.

Em São Paulo (SP), uma parceria entre o Samu e a maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, tenta aumentar o número de doações. Uma ambulância vai buscar o leite na casa de voluntárias, que se cadastram no programa pela maternidade. Elas recebem todo o material necessário de higienização e aprendem como retirar o leite e estocá-lo no freezer.

PESQUISA – Divulgado um estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Pelotas, que acompanhou 3,5 mil recém-nascidos durante mais de três décadas. A pesquisa, feita a partir de 1982, comprova que, quanto mais duradouro o período de amamentação na infância, maiores os níveis de inteligência e renda média na vida adulta até os 30 anos. Foi o primeiro estudo no Brasil a mostrar o impacto no QI e o primeiro internacionalmente a verificar a influência na renda. O estudo foi divulgado pela The Lancet, uma das publicações científicas mais importantes do mundo.

BANCO DE LEITE – O Brasil possui a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo. Atualmente, conta com 215 bancos de leite e 98 postos de coleta distribuídos em todos os estados. O modelo do Banco de Leite Humano Brasileiro é referência internacional e, desde 2005, o país exporta técnicas de baixo custo para implementar bancos de leite materno em 25 países da América Latina, Caribe Hispânico, África Portuguesa e Península Ibérica. Uruguai, Venezuela e Equador receberam as primeiras tecnologias transferidas e Portugal e Espanha receberam os primeiros bancos no modelo brasileiro.

SERVIÇO – Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação. Por isso, se você está amamentado e quer doar, procure o banco de leite humano mais próximo ou ligue para o Disque Saúde, no número 136. Seu gesto significa a vida para uma criança.

Antes da coleta, é aconselhável que a doadora faça uma higiene pessoal, cobrindo os cabelos com lenço ou touca, usando pano ou máscara sobre o nariz e a boca, lavando bem as mãos e os braços, até o cotovelo, com bastante água e sabão. As mamas devem ser lavadas apenas com água e, em seguida, secadas com toalha limpa.

O leite deve ser coletado em local limpo e tranquilo. O leite humano extraído para doação pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias. Nesse período, deverá ser transportado ao banco de leite humano mais próximo da sua casa.

A campanha, organizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Rede BLH, tem como objetivo aumentar o número de novas doadoras voluntárias e o volume de leite materno coletado e distribuído para os recém-nascidos, especialmente os prematuros de baixo peso internados no nas unidades de saúde. Atualmente, o volume de leite materno coletado representa de 55% a 60% da real demanda no País.

De janeiro a dezembro de 2014, foram coletados, em todo o país, 184 mil litros de leite materno, beneficiando a 178 mil recém-nascidos. Ao todo, 164 mil mulheres doaram neste período. De 2008 até 2014 foi registrado aumento de 11% no volume de coletas de leite no Brasil.

“Amamentar é uma função social, um vínculo afetivo muito grande. Doar leite é que nem amor: quanto mais se dá, mais ele jorra dentro de você”, frisou a Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula.

Ligue para um dos bancos de leite abaixo ou vá conhecê-lo pessoalmente!

Bancos de Leite Humano COM coleta domiciliar:

Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros (Centro de Referência) (11) 2692-4068 / 2292-4188 – Ramal: 256

Hospital Municipal Campo Limpo (11) 3394.8046

Hospital Ermelino Matarazzo (11) 3394.8046 / 3394.8030 – Ramal: 8046

Maternidade Interlagos (11) 5669.1891 Hospital Ipiranga (11) 2067.7866

Hospital Regional Sul (11) 5694.8207

Hospital Servidor Público Estadual (11) 4573.8172 / 4573.8247

Hospital Universitário da USP (11) 3091.9210 Hospital UNIFESP / EPM (11) 5539.0155

Hospital Geral Vila Penteado (11) 3976.9911, Ramal:207

Hospital Maternidade Vila Nova Cachoeirinha (11) 3986.1011

Hospital Geral de Pedreira (11) 5613.5900, RAMAL: 4937

Bancos de Leite Humano SEM Coleta domiciliar:

Hospital Santa Joana (11) 5080.6062

Hospital São Luis (Itaim) (11) 3040.9335

Hospital São Luis (Anália Franco) (11) 3386.1315

Hospital Albert Einstein (11) 2151.2734

Fonte: 

HTTPS://WWW.PREFEITURA.SP.GOV.BR/CIDADE/SECRETARIAS/UPLOAD/ARQUIVOS/SECRETARIAS/SAUDE/CRIANCA/0011/RELACAO_BANCO_LEITE_HUMANO.PDF

HTTPS://RBLH.FIOCRUZ.BR/PAGINA-INICIAL-REDE-BLH

Imagem: Envato Elements