O nascimento de uma criança com malformação, dentre elas, a fissura oral, gera surpresa e insegurança a todos envolvidos.

O que são fissuras labiopalatinas?

As fissuras labiais ou labiopalatinas, são lesões congênitas, conhecidas por anormalidades na formação da face, que incluem lesões, desde as mais simples como a fissura de lábio até as mais complexas como a fissura completa de lábio e palato.  Na gestação, o diagnóstico preciso pode ser realizado a partir 26 semanas, por ultrassonografia normal.

Os problemas mais comuns são:

  • Sucção inadequada por falta de pressão oral;
  • Fadiga durante a amamentação;
  • Regurgitação;
  • Engasgos;
  • Tempo de amamentação prolongada;

Segundo os especialistas as crianças com fissura labiopalatina podem ser amamentadas, pois, tem o sistema nervoso íntegro e apresenta funções e potencial de crescimento dentro da normalidade, com exceção para algumas síndromes ou quando a fissura está acompanhada de outras deformidade.

A alimentação oral deve ser incentivada logo após o nascimento da criança, ou seja, após o
nascimento e acompanhada por toda equipe. Dificuldades na alimentação podem ser minimizadas com a extração manual do leite para amaciar o mamilo e a aréola; a oclusão da fenda com o dedo da mãe durante a mamada; a aplicação de compressas mornas nas mamas para facilitar a saída do leite; e o posicionamento do mamilo em direção ao lado oposto à fenda

Existem protocolos de Centros de Referências no tratamento de fissuras labiopalatinas brasileiros que preconizam:

  • Realizar limpeza da área da fissura com cotonetes embebidos em água morna, antes e após as mamadas,
  • Manter posição o mais vertical possível dos bebês ou semisentado durante a sucção, para evitar refluxo de leite pelas narinas.
  • Após as mamadas, devem ser colocados no colo para eructar ( arrotar) e depois deitados em decúbito dorsal ou de lado.

Fontes:

  1. Campillay PL, Delgado SE, Brescovici SM. Avaliação da alimentação em crianças com fissura de lábio e/ou palato atendidas em um hospital de Porto Alegre. Rev CEFAC. 2010; 12(2):257-66. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v12n2/20-09.pdf. Acesso em 27/10/2018.
  2. Toledo Neto JL, Souza CM, Katakura EALB, Costa TV, Prezotto KH, Freitas TB. Conhecimento de enfermeiros sobre amamentação de recém-nascidos com fissura labiopalatina. Rev Rene. 2015;16(1):21-8. Disponível em: http://periodicos.ufc.br/rene/article/viewFile/2659/2044. Acesso em: 27/10/2018.