O QUE É ALOJAMENTO CONJUNTO?

ALOJAMENTO CONJUNTO é um sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio, logo após o nascimento, permanece ao lado da mãe, 24 horas por dia, num mesmo ambiente, até a alta hospitalar. Tal sistema possibilita a prestação de todos os cuidados assistenciais, bem como a orientação à mãe sobre a saúde do binômio mãe e filho.

JÁ NO ALOJAMENTO CONJUNTO OS CUIDADOS SERÃO:

  • O teste do Pezinho

    O teste do Pezinho é um exame simples realizado com o sangue colhido do calcanhar do bebê. É muito importante que se faça esse exame o mais breve possível para se detectar algumas doenças que podem comprometer o desenvolvimento da criança, quando não tratadas precocemente. Deve-se orientar a quem vai cuidar do recém-nascido , para lavar as mãos antes e depois de manipulá-los.

  • Curativo do coto umbilical

    Uma vez ligado o cordão umbilical, uma pequena parte denominada coto, que deve ter 3 cm acima da pele (anel umbilical), e fica presa a parede abdominal, que dever cair entre 7 e 12 dias de vida. Excepcionalmente pode durar até 30 dias a queda, sem maior consequência. O máximo de higiene é indispensável para se evitar uma infecção. O coto umbilical deve ser higienizado com solução de álcool a 70%. Deve-se proceder assim todas as vezes em que se mudar o curativo, até 3 dias após a queda do cordão umbilical. NÃO COBRIR.

 

  • Dentes ao nascer

    A sua presença não tem maior significação. e habitualmente caem no decorrer do primeiro mês de vida. Se estão bem firmes, nada há a fazer, se estiverem moles devem ser extraídos, pois podem ser aspirados indo localizar-se nos brônquios.

 

  • Descamação epitelial

    Logo em seguida ao nascimento, começa uma descamação como se o bebê estivesse mudando a pele. É as vezes, muito intensa, chegando a impressionar os pais, depositando-se em grande quantidade pelo lençol. Até o quinto ou sexto dia termina esta descamação. Convém pulverizar o corpo da criança com pó suave (talco) que deve ser evitado nas crianças alérgicas.

 

  • Espirros

    O espirro é uma defesa e a criança o faz para se libertar das secreções que, por acaso, tenha deglutido ou inalado durante a hora do parto. As vezes, o excesso de talco ou de lã que solta fiapos pode provocá-lo.

 

  • Soluços

    O soluço é produzido pela contração involuntária do diafragma (músculo que separa o peito do abdome), seguido pelo fechamento da glote (abertura da laringe), durante a inspiração. A rapidez com que os bebês se alimentam e o excesso de alimentos que consomem aliados à ingestão de ar podem dificultar a digestão, na medida em que distende o estômago, e pode provocar contrações do diafragma, músculo ainda imaturo em bebês e causa principal do soluço. Na maioria das vezes o soluço melhora espontaneamente em poucos minutos. A melhor maneira de diminuir os soluços, é amamentar o bebê, pois com a ingestão de líquidos, este atuará no sentido de estimular a contração do diafragma.

  • Cólicas

    Costumam ocorrer com frequência, na maioria dos bebês, principalmente nos três primeiros meses de vida. São sem dúvidas as causas mais comuns do choro do seu bebê. As causas da cólica são geralmente devidas a ingestão excessiva de ar, durante as mamadas, ou devido a obstipação intestinal (“cocô duro”, “prisão de ventre”).

    O que fazer?

  1. Evitar que o bebê inspire ar pela boca durante a mamada

  2. Fazer com que o bebê arrote durante e após as mamadas.

  3. Massagem abdominal. Faz-se elevando-se os joelhinhos contra o abdômen, para ajudar a eliminação de gases e fezes.

 

  • Febre transitória do recém-nascido

    Esse distúrbio, também conhecido por febre de sede ou febre de fome, consiste na elevação da temperatura sem qualquer ligação com infecção ou intoxicação. Aparece entre o segundo e o quarto dia de vida durante 3 ou 4 dias. A febre pode ser moderada ou elevada, ultrapassando, as vezes, 39 graus. Coincide com a queda de peso da primeira semana de vida, sendo mais elevada nos dias quentes, daí a sua maior frequência no verão. Aparece em recém-nascidos normais, sendo admitida como causa a escassez de líquidos, leite ou água. O tratamento, em primeiro lugar, deve ser administração de líquidos, água ou chá, e regularizar a alimentação. No caso de bebês que estão em amamentação exclusiva, ofertar somente leite materno. Evitar agasalhos exagerados; o uso de roupa excessiva é um dos maiores causadores.

 

  • Limpeza do nariz, ouvidos e olhos

    O nariz deve ser limpo quando existe formação de secreção espessa, ou crostas. Fale com o pediatra do seu bebê para prescrição de Fluidificante e descongestionante nasal, Os ouvidos devem ser limpos com um cotonete seco, unicamente nas áreas externas. Não limpe dentro dos ouvidos com nenhum tipo de objeto. Os olhos devem ser limpos com água boricada embebidas em um algodão.

 

  • Eructações (Arrotos)

    Não esqueça de fazer a criança eructar após a amamentação. Coloque-a na posição vertical, apoiada sobre seu peito. Bata suavemente, porém com força suficiente para que eructe uma ou duas vezes. Outra posição para arrotar é colocar o bebê sentado em seu colo, inclinando-o para frente, apoiado com o seu braço, voltado para frente com as pernas flexionadas. Deitar a criança após a amamentação só deverá ser feito após a eructação.

    Importante: Atenda seu filho imediatamente quando notar que ele está vomitando.

 

Sempre que possível, a mãe e seu bebê devem permanecer juntos após o parto em sistema de alojamento conjunto. Esse sistema possibilita interação contínua entre mãe e bebê, o que favorece o aleitamento materno e oferece à dupla oportunidade única de aprendizagem. Aos profissionais de saúde compete acolher e prestar assistência às mães e aos bebês, praticando o aconselhamento em vários aspectos, monitorizando possíveis intercorrências e intervindo sempre que necessário.

Fontes:

(BVS Ministério da Saúde Coordenação de Biblioteca / CGDI / SAA / SE. Elaborado em Março/2013.)