A exposição ao álcool, no período gestacional, representa um grande perigo à saúde da criança.

É comprovado que após 40-60 minutos da ingestão de álcool por uma gestante, a concentração de álcool no sangue fetal fica igual á concentração de álcool no sangue da mãe. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS),  indica que grávidas ou mulheres que pretendem engravidar devem se manter abstêmias.

Recém-nascidos de mães que consumiram álcool durante a gravidez podem apresentar sintomas leves á severos de abstinência (tremores, tensão muscular, fraqueza, problemas de sono, choro, dificuldade de sugar).

O consumo de álcool durante a gestação pode provocar a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e pode acarretar vários tipos de más-formações congênitas, alterações no sistema nervoso, diminuição de crescimento intrauterino que compromete o parto, aumenta o risco de descolamento prematuro de placenta e parto prematuro.

As más formações congênitas da (SAF), podem ser faciais, neurológicas, cardíacas e renais. Além de ser a principal causa não hereditária de deficiência mental.

Não existe uma quantidade segura de consumo de álcool para a gestante, por isso a recomendação é evitar o consumo de qualquer tipo de bebida alcóolica durante toda a gestação.

O diagnóstico precoce da doença e o tratamento multidisciplinar nos primeiros anos de vida podem abrandar as manifestações da SAF, mas não há como reverter os efeitos da ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação, pois a SAF não tem cura.

Fonte:

Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. http://www.sogesp.com.br/noticias/canal-saude-mulher/os-riscos-do-consumo-de-alcool-na-gravidez. Disponivel em 26/12/2018.

Sociedade de Pediatria de São Paulo. Efeito do álcool na gestante, no feto e no recém nascido. http://www.spsp.org.br/downloads/alcool.pdf.