O abcesso mamário é uma consequência da mastite (infecção da mama) não tratada ou tratada tardiamente de forma ineficaz.

Todo esforço deve ser feito para prevenir abscesso mamário, já que essa condição pode comprometer futuras lactações em aproximadamente 10% dos casos.

Como o abcesso acontece?

Quando ocorre a mastite é comum a interrupção da amamentação na mama afetada, e se a mama não é esvaziada adequadamente, é formado o abcesso mamário.

Sinais e sintomas

  • Dor intensa
  • Febre
  • Mal-estar
  • Calafrios e presença de áreas de flutuação à palpação no local afetado.

O diagnóstico é realizado através da inspeção clínica e também por meio ultrassonografia.

Tratamento

  • Drenagem cirúrgica, de preferência sob anestesia local, com coleta de secreção purulenta para cultura e teste de sensibilidade a antibióticos.
  • Demais condutas indicadas no tratamento da mastite infecciosa, a antibioticoterapia e o esvaziamento regular da mama afetada.
  • Manutenção da amamentação. A mãe pode continuar a amamentar a criança na mama comprometida, desde que a sucção não seja muito dolorosa. Nesse caso, a mãe pode interromper temporariamente a amamentação na mama afetada até a dor melhorar. A amamentação deve ser mantida na mama sadia.

Prevenção

As estratégias de prevenção envolvem: aleitamento materno a livre demanda, permitindo assim o esvaziamento adequado das mamas, correção da pega do bebê. Se a produção de leite for superior ao consumo do bebê faça ordenha manual ou mecânica (bombas), pode ser feito o armazenamento do leite materno ou até mesmo a doação para os bancos de leite.

 

Referência

Ministério da Saúde. Saúde da Criança – Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. 2ª edição, Brasília 2015. < Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf> Acesso em 06/03/2021