01. Por que o bebê nasce com um peso e sai da maternidade com outro?

Nos primeiros dias de vida, é normal a perda de peso de 1 a 2% ao dia, podendo perder até 10% do peso em 10 dias, normalmente recuperando o peso de nascimento próximo dos 15 dias de vida. Geralmente os bebês que ficam junto com as suas mães perdem peso nos 3 primeiros dias e recuperam mais rápido o peso de nascimento.

Por exemplo: Se seu bebê nasceu com 3000g ele poderá perder de 30 a 60g por dia, nos primeiros dias e com a mamada sob livre demanda (o bebê deverá mamar quando quiser e por quanto tempo desejar) ele poderá recuperar mais rápido. Ele poderá perder até 300g em 10 dias, mas com 15 dias deverá ter recuperado o seu peso de nascimento.

O importante é estar atenta aos sinais de fome do seu bebê, que são: aumenta os movimentos dos olhos fechados ou abertos, abre a boca, estica a língua e vira a cabeça para procurar a mama, faz sons suaves de gemido, chupa ou morde as mãos, dedos, coberta ou lençol, outro objeto que entra em contato com a boca. Isto indica que o bebê está com fome e deverá ser oferecido o peito. Quando o bebê chora alto, ou encurva as costas e tem dificuldade para pegar a mama, são considerados sinais tardios da fome. Nesta situação, deve-se inicialmente acalmar o bebê para depois colocá-lo no peito para mamar.

02. Porque o bebê chora muito?

Os bebês choram como única forma de comunicação. Eles podem chorar por diversas razões como: fome, frio, calor, sono, algo que incomoda, necessidade de aconchego, excesso de estímulos. Com o passar dos dias, a mãe vai identificando qual o significado do choro naquele momento. O choro alto, o encurvando das costas e a dificuldade para pegar a mama, são considerados sinais tardios da fome.

03. Sai pouco leite e o que eu faço para aumentar a quantidade de leite?

Causas de baixa produção de leite

As razões comuns para baixa produção de leite se relacionam a fatores que limitam a quantidade de leite que o bebê retira da mama. Se o leite não for retirado da mama, é produzido em menor volume. Esses fatores incluem:

  • Mamadas pouco frequentes;
  • Mamadas seguindo horário;
  • Mamadas curtas;
  • Sucção deficiente;
  • Pega incorreta.

A baixa produção de leite também pode estar relacionada a fatores psicológicos:

  • A mãe pode não estar confiante, estar cansada, sobrecarregada, preocupada ou acha difícil responder ao seu bebê.
  • Fatores psicológicos podem levar a práticas pouco eficazes de aleitamento materno.

A mãe numa situação estressante pode amamentar com menor frequência ou por um curto tempo, tem maior probabilidade de oferecer alimentos complementares ou chupeta e pode passar menos tempo cuidando do bebê.

Causas de baixa transferência de leite

A mãe pode ter um bom suprimento, porém o bebê pode não ser capaz de retirar o leite da mama. A baixa transferência de leite pode ocorrer se:

  • O bebê não pegar a mama corretamente e não sugar com eficiência. O bebê pode parecer inquieto durante a mamada e pode largar a mama ou empurrá-la.
  • As mamadas são curtas e apressadas ou pouco frequentes.
  • O bebê é retirado da mama cedo demais e não recebe leite suficiente do final da mamada.
  • O bebê está doente ou é prematuro e não consegue sugar com força suficiente e pelo tempo necessário para obter o alimento que precisa.

Sinais confiáveis de ingestão de leite suficiente:

  • Produção de fezes e urina – o leite deve ser absorvido se o bebê urina e evacua.
  • Após o segundo dia de vida seis ou mais fraldas ficam molhadas em 24 horas com urina clara e diluída. Se o bebê recebe água além do leite materno, a produção de urina pode ser boa, mas o ganho de peso pode ser baixo. O bebê defeca de três a oito vezes em 24 horas. À medida que os bebês crescem e ficam com mais de um mês de idade, essa frequência pode diminuir.
  • O bebê está alerta, com bom tônus muscular, pele saudável e começou a ficar grande demais para suas roupas.
  • Um ganho de peso consistente, de 150 gramas por semana em média 20g/d, é sinal de ingestão de leite suficiente; no entanto, a mãe pode não conseguir pesar seu bebê com tanta frequência. Em casos de dificuldades com a amamentação, a mãe deverá procurar um serviço de apoio para a lactação, como um Banco de leite Humano ou a UBS para avaliação da mamada e pesagem do bebê.
  • O colostro é o primeiro leite que a nutriz produz e é considerado a secreção láctea da 1ª semana pós parto. Ele tem maior quantidade de anticorpos, maior teor de imunoglobulinas, proteínas e sais e menor quantidade de sais, lactose e gorduras; apresentando alta viscosidade e daí a dificuldade de extraí-lo. Em média a nutriz produz 50 à 100ml/dia, quantidade que satisfaz as necessidades do bebê, nos primeiros dias de vida. Sinais de saciedade: Bebê fica relaxado e larga o peito ou adormece.

Aumentar a produção de leite

Para aumentar a produção de leite, as mamas precisam de estímulo e o leite precisa ser retirado frequentemente. As sugestões abaixo ajudarão a aumentar a produção porque o leite estará sendo retirado da mama.

  • Massageie levemente a mama durante o aleitamento para ajudar o fluxo do leite;
  • Retire leite materno entre as mamadas e use o leite para alimentar seu bebê com um copo ou com um fino tubo junto ao mamilo. Isso pode ser particularmente importante se o bebê suga com pouca força ou reluta em se alimentar com frequência.
  • Converse com a família e peça ajuda para outras atividades que demandam seu tempo, para que você possa dar mais atenção ao bebê. Quanto mais vezes ele mamar, maior será a produção de leite.

04. O bebê está evacuando muito e às vezes fica alguns dias sem evacuar

O leite materno dos primeiros dias, chamado de colostro, faz o bebê evacuar mais vezes. O bebê que mama no peito pode evacuar cada vez que mama, 2 a 3 vezes ao dia, 1 vez ao dia ou até 1 vez por semana, mas quando evacua, as fezes são amareladas, amolecidas e sem cheiro

05. Meu bebê chora muito com cólicas. É normal? Tem alguma alimentação que piora a cólica?

A cólica do bebê é transitória e aparece geralmente na segunda semana de vida, acabando em torno do quarto mês, em uma criança saudável. A cólica pode durar até três horas por dia e normalmente acontece no final da tarde ou à noite. Além do choro, o bebê fica irritado e agitado.

Como diferenciar o choro por cólica do choro de fome: O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama. Isso não acontece quando o choro é por cólica.

Como evitar as cólicas: Tente manter a calma e lembre-se que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que vão passar em poucos meses. A ansiedade da mãe não ajuda a acabar com a cólica, mas algumas ações podem amenizar a dor: um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho; um banho morno também ajuda a descontrair; movimentos nas pernas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o excesso de gases; massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases; compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes o calor da toalha em sua própria face).Porém, o mais importante é ter paciência para acalmar o bebê, aconchegando-o no colo, barriga com barriga, ou apoiado de bruços na extensão do antebraço dos pais.Oferecer chá ao bebê não acaba com a cólica e pode prejudicar a amamentação. Remédios “contra gases” têm pouca eficácia.

Relação entre cólica e dieta materna: As causas das cólicas do primeiro trimestre não são bem conhecidas, mas parecem ter relação com uma relativa imaturidade do bebê; e vão melhorar com seu crescimento, sem deixar sequelas. A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é controversa. A cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com leite de vaca (fórmulas). Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mamãe caso as cólicas estiverem associadas com outros sintomas gastrointestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de “rajas” de sangue nas fezes do bebê. Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, seu pediatra deve ser consultado imediatamente. E lembre-se, o ideal é prolongar ao máximo o aleitamento materno porque o leite de vaca tem alto poder de causar alergia.

06. Posso dar chupeta para o meu filho, ele às vezes suga o dedo.

A sucção é um reflexo do bebê desde o útero materno e pode ser observado através de ultrassonografias, que mostram alguns bebês chupando o dedinho. Esse reflexo é vital para o crescimento e desenvolvimento psíquico do bebê. A criança, especialmente em seu primeiro ano de vida, tem uma necessidade fisiológica de sucção. Além da amamentação, que garante a sua sobrevivência, a sucção também promove a liberação de um hormônio que produz um efeito na dor, no humor e na ansiedade, provocando uma sensação de prazer e bem-estar ao bebê.

A amamentação é suficiente para satisfazer o desejo básico de sucção do bebê, desde que ele esteja mamando exclusivamente no peito e a mãe o ofereça sempre que o bebê quiser. É importante salientar que a sucção do bebê ao mamar no seio materno é completamente diferente do sugar o bico de uma mamadeira ou chupeta. Mamar no peito é muito importante para o desenvolvimento da mandíbula e demais ossos da face, dos músculos da mastigação, da oclusão dentária e da respiração de forma adequada.

A chupeta não é isenta de riscos para os bebês. O tipo de sucção é diferente da sucção na mama e pode causar “confusão de bicos”, altera o padrão da respiração, passando ser respirador bucal, aumentando o risco de infecção oral e respiratória.

Muitas pesquisas mostram que a chupeta está sempre associada com um tempo menor de duração do Aleitamento Materno e que a mesma acaba por ser um indicador de dificuldades da amamentação. É uma recomendação da Organização Mundial da Saúde de não utilizar bicos e chupetas desde o nascimento, pois o tempo de duração do aleitamento materno influi diretamente na saúde do bebê e da mãe, quanto mais tempo amamentar, mais saúde para ambos.

Com relação a acalmar, temos uma linha de psicólogos que discordam desta forma de acalmar, pois temos inúmeras maneiras de acalmar um bebê (carinho, colo, cantar, amamentar, etc.) sem a necessidade de utilização de um artifício que traz malefícios para a saúde do bebê. Orientam ainda que quando uma criança começa a introduzir o dedo na boca, temos que dar uma função para as mãos, desta forma, entrega-se brinquedos adequados para a idade para que a distração seja direcionada em outro sentido. Claro que a criança poderá levar este brinquedo à boca (mordedores, por exemplo), mas isto não leva a vícios.

Outros estudos apresentam efeitos prejudiciais do uso da chupeta com relação à oclusão dentária, levando à deformação na arcada dentária e problemas na mastigação, além de atrasos na linguagem oral, problemas na fala e emocionais.

Temos ainda prejuízos respiratórios importantes, levando a uma expiração prolongada, reduzindo a saturação de oxigênio e a frequência respiratória. A respiração acaba ficando mais frequente pela boca (respiração oral), o que piora a elevação do palato (céu da boca), diminuindo o espaço aéreo dos seios da face e provocando desvio do septo nasal. A respiração oral leva à diminuição da produção da saliva, que pode aumentar o risco de cáries. Como a respiração nasal tem a função de aquecer, umidificar e purificar o ar inalado e isto não ocorre de forma adequada na respiração oral, temos maiores chances de irritações da orofaringe, laringe e pulmões, que passam a receber um ar frio, seco e não filtrado adequadamente. Outras consequências da respiração oral são: as infecções de ouvido, rinites e amigdalites.

O uso de chupetas também está associado a maior chance de candidíase oral (sapinho) e verminoses, já que é quase impossível manter uma chupeta com higiene adequada.

Na confecção de bicos e chupetas temos o uso de materiais possivelmente carcinogênicos (N-nitrosaminas) que ainda carecem de estudos mais aprofundados.

07. Estava amamentando e o leite empedrou. O que devo fazer para sair o leite do peito?

O leite parado na mama pode empedrar. Para voltar ao normal será necessário fazer massagens no peito. Deve-se começar as massagens pela aréola (parte mais escura) com as pontas dos dedos , indicador e médio, com movimentos circulares.Em seguida a massagem deve ser estendida para toda mama, com a mão espalmada, com movimentos circulares.

08. Existe leite fraco? Como saber se o bebê está recebendo quantidade de leite adequada?

Não existe leite fraco. O aspecto do leite do início da mamada é transparente, semelhante à água de coco, devido ao maior conteúdo de água para matar a sede do bebê. Conforme ele suga a composição do leite vai modificando e no final da mamada, quando esvazia totalmente a mama ,o leite é mais espesso por conter mais gordura que provoca a saciedade (mata a fome) e faz com que ele ganhe peso.

Por ser da mesma espécie, o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies. O leite materno é capaz de suprir, sozinho, as necessidades nutricionais da criança nos primeiros seis meses e continua sendo uma importante fonte de nutrientes no segundo ano de vida, especialmente de proteínas, gorduras e vitaminas. Sabe-se que o bebê está recebendo quantidade adequada de leite quando ele está satisfeito ele larga o peito e adormece. Apresenta urina clara e sem cheiro, 6 a 8 vezes ao dia.

09. Qual a alimentação adequada para mulher que está amamentação?

Não há uma orientação alimentar específica. A nutriz deverá comer de tudo que estava acostumada, incluindo na dieta: frutas, legumes, vegetais e uma fonte de proteína (carne, frango, peixe, ovos). A quantidade de leite deve ser a habitual. A mulher que amamenta sente mais sede e necessita ingerir mais líquidos (água , suco de frutas). Deverá evitar: refrigerante, bebidas alcoólicas e leite em excesso.

A alimentação ideal de uma nutriz pode não ser acessível para muitas mulheres de famílias com baixa renda, o que pode desestimulá-las a amamentar seus filhos. Por isso, a orientação alimentar de cada nutriz deve ser feita levando-se em consideração, além das preferências e dos hábitos culturais, a acessibilidade aos alimentos. É importante lembrar que as mulheres produzem leite de boa qualidade mesmo consumindo dietas subótimas.

10. Durante a amamentação a mulher pode usar pílula anticoncepcional?

Existem vários métodos para prevenção de uma nova gestação. Você deverá conversar com o ginecologista no seu retorno ou agendar uma consulta no planejamento familiar.

Quando você amamenta exclusivamente , de manhã e a noite, o que acontece nos primeiros meses de lactação, 3 a 4 meses e ainda não tenha menstruado, a proteção é de 98%, semelhante ao uso de pílulas ou de preservativos (Lactação amenorreica). Quando bebê já dorme a noite toda, passa mais de 4- 6 horas sem mamar. Estudos comprovam que a ovulação nos primeiros seis meses após o parto está relacionada com o número de mamadas; assim, as mulheres que ovulam antes do sexto mês após o parto em geral amamentam menos vezes por dia que as demais.

11. Como faço para manter a amamentação com a volta ao trabalho?

O trabalho materno fora do lar pode ser um importante obstáculo à amamentação, em especial a exclusiva. A manutenção da amamentação nesse caso depende do tipo de ocupação da mãe, do número de horas no trabalho, das leis e de relações trabalhistas, do suporte ao aleitamento materno na família, na comunidade e no ambiente de trabalho e, em especial, das orientações dos profissionais de saúde para a manutenção do aleitamento materno em situações que exigem a separação física entre mãe e bebê. Para as mães manterem a lactação após retornarem ao trabalho, é importante que o profissional de saúde estimule os familiares, em especial o companheiro, quando presente, a dividir as tarefas domésticas com a nutriz e oriente a mãe trabalhadora quanto a algumas medidas que facilitam a manutenção do aleitamento materno, listadas a seguir:

Antes do retorno ao trabalho

  • Manter o aleitamento materno exclusivo;
  • Conhecer as facilidades para a retirada e armazenamento do leite no local de trabalho (privacidade, geladeira, horários);
  • Praticar a ordenha do leite (de preferência manualmente) e congelar o leite para usar no futuro. Iniciar o estoque de leite 15 dias antes do retorno ao trabalho.

Após o retorno ao trabalho

  • Amamentar com frequência quando estiver em casa, inclusive à noite;
  • Evitar mamadeiras; oferecer a alimentação por meio de copo e colher;
  • Durante as horas de trabalho, esvaziar as mamas por meio de ordenha e guardar o leite em geladeira. Levar para casa e oferecer à criança no mesmo dia ou no dia seguinte ou congelar. Leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por 12 horas e, no freezer ou congelador, por 15 dias.
  • Para alimentar o bebê com leite ordenhado congelado, este deve ser descongelado, de preferência dentro da geladeira. Uma vez descongelado, o leite deve ser aquecido em banho-maria fora do fogo. Antes de oferecê-lo à criança, ele deve ser agitado suavemente para uniformizar a gordura.

Como realizar a retirada do leite

  • Realizar ordenha, de preferência manual, da seguinte maneira;
  • Dispor de vasilhame de vidro esterilizado para receber o leite, preferencialmente vidros de boca larga com tampas plásticas que possam ser submetidos à fervura durante mais ou menos 20 minutos. Procurar um local tranquilo para esgotar o leite;
  • Prender os cabelos;
  • Usar máscara ou evitar falar, espirrar ou tossir enquanto estiver ordenhando o leite;
  • Ter à mão pano úmido limpo e lenços de papel para limpeza das mãos;
  • Lavar cuidadosamente as mãos e antebraços. Não há necessidade de lavar os seios frequentemente;
  • Secar as mãos e antebraços com toalha limpa ou de papel.

Como retirar o leite

  • Posicionar o recipiente onde será coletado o leite materno (copo, xícara, caneca ou vidro de boca larga) próximo ao seio;
  • Massagear delicadamente a mama como um todo com movimentos circulares da base em direção à aréola;
  • Procurar estar relaxada, sentada ou em pé, em posição confortável. Pensar no bebê pode auxiliar na ejeção do leite;
  • Curvar o tórax sobre o abdômen, para facilitar a saída do leite e aumentar o fluxo;
  • Com os dedos da mão em forma de “C”, colocar o polegar na aréola ACIMA do mamilo e o dedo indicador ABAIXO do mamilo na transição aréola mama, em oposição ao polegar, sustentando o seio com os outros dedos;
  • Usar preferencialmente a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita, ou usar as duas mãos simultaneamente (uma em cada mama ou as duas juntas na mesma mama – técnica bimanual);
  • Pressionar suavemente o polegar e o dedo indicador, um em direção ao outro, e levemente para dentro em direção à parede torácica. Evitar pressionar demais, pois pode bloquear os ductos lactíferos;
  • Pressionar e soltar, pressionar e soltar. A manobra não deve doer se a técnica estiver correta. A princípio o leite pode não fluir, mas depois de pressionar algumas vezes o leite começará a pingar. Poderá fluir em jorro se o reflexo de ocitocina for ativo;
  • Desprezar os primeiros jatos, assim, melhora a qualidade do leite pela redução dos contaminantes microbianos;
  • Mudar a posição dos dedos ao redor da aréola para esvaziar todas as áreas;
  • Alternar a mama quando o fluxo de leite diminuir, repetindo a massagem e o ciclo várias vezes. Lembrar que ordenhar leite de peito adequadamente leva mais ou menos 20 a 30 minutos, em cada mama, especialmente nos primeiros dias, quando apenas uma pequena quantidade de leite pode ser produzida;
  • Podem ser ordenhados os dois seios simultaneamente em um único vasilhame de boca larga ou em dois vasilhames separados, colocados um embaixo de cada mama.

Como oferecer o leite ordenhado

O leite ordenhado deve ser oferecido à criança de preferência utilizando-se copo, xícara ou colher. Para isso, é necessário que o profissional de saúde demonstre como oferecer o leite à criança.

Para alimentar o bebê com leite ordenhado congelado, este deve ser descongelado, de preferência dentro da geladeira. Uma vez descongelado, o leite deve ser aquecido em banho-maria fora do fogo. Antes de oferecê-lo à criança, ele deve ser agitado suavemente para uniformizar a gordura.

A técnica recomendada é a seguinte:

  • Acomodar o bebê desperto e tranquilo no colo, na posição sentada ou semi-sentada, sendo que a cabeça forme um ângulo de 90º com o pescoço; Encostar a borda do copo no lábio inferior do bebê e deixar o leite materno tocar o lábio. O bebê fará movimentos de lambida do leite, seguidos de deglutição;
  • Não despejar o leite na boca do bebê.

    Equipe da Assessoria Técnica da Rede de Proteção à Mãe Paulistana

    Bibliografia consultada

      1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. 112 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 23)
      2. Fundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança : revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado : módulo 3 : Promovendo e Incentivando a Amamentação em um Hospital Amigo da Criança : curso de 20 horas para equipes de maternidade / Fundo das Nações Unidas para a Infância, Organização Mundial da Saúde. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. 276 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos)
      3. Tratado de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria, 2010; Fabio Ancona Lopez e Dioclécio Campos Jr., Manole, 2009, 3000 p.