Alô Mãe

Programa Alô Mãe, apoiado pela Fiotec, proporciona tele atendimento a gestantes em SP

Por Manuella Garcia

Imagine uma Central de Tele Atendimento na área de saúde, que conecta as mães e suas famílias a uma equipe de enfermeiros especializados em obstetrícia, prontos para oferecer orientações, atendimento de partos ou emergências. O projeto já é uma realidade em São Paulo, por meio do programa “Alô Mãe”, desenvolvido pelo governo municipal paulista em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e apoiado pela Fiotec.

O programa é focado no acompanhamento de gestantes e crianças até um ano de vida – em especial para aqueles com potenciais fatores de risco – que são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ato da inscrição, o programa identifica os casos que necessitam de monitoramento individualizado e define um plano de acompanhamento conforme sua complexidade, com contatos semanais, mensais ou mais frequentes.

Na ligação com a gestante, o enfermeiro procura saber sobre a frequência no pré-natal, exames realizados, intercorrências e dificuldades. Os problemas detectados são comunicados aos responsáveis pela Atenção Básica e maternidades. Quando a gestante ou puérpera apresenta queixas ou dificuldades, ela recebe retorno para orientação e apoio.

Além dos contatos proativos para acompanhamento dos casos, o programa disponibiliza o número 0800-200-0202 para o contato espontâneo das usuárias com o canal – a qualquer hora do dia – para apresentar dúvidas, elogios, queixas e pedidos de apoio. Atualmente, são realizadas diariamente mais de 750 ligações ativas e são recebidas 250 ligações, totalizando uma média de mil contatos por dia.

Histórico

De acordo com a coordenação do projeto, o programa foi impulsionado em virtude do desafio permanente dos gestores do SUS para garantir a assistência suficiente e adequada para a população. “As dificuldades são de tal magnitude que o incessante trabalho realizado não consegue garantir a assistência integral às pessoas e os resultados são as filas de espera, que comprometem a credibilidade da população no sistema de saúde”, afirmou Mario Gomes.

Segundo ele, é fundamental contar com um sistema de acompanhamento contínuo e permanente que contribua para um redesenho das estratégias quando necessário, e que possibilite ao gestor verificar se está alcançando os resultados pretendidos.

A identificação e o gerenciamento de casos com risco potencial permitem ações preventivas e uma gestão proativa da saúde. O monitoramento das demandas subsidia o planejamento das ações e serviços de forma dinâmica, assegura o acesso a recursos adequados e promove a comunicação entre os profissionais, instituições e usuários.